Uma nova campanha de vistorias em imóveis localizados nas proximidades das áreas impactadas pelo afundamento do solo teve início em Maceió e deve contemplar mais de 2 mil residências até o dia 5 de maio. A ação é promovida pelo Comitê de Acompanhamento Técnico, com o objetivo de identificar possíveis danos decorrentes da subsidência associada à mineração realizada pela Braskem.
Início das visitas e áreas abrangidas
As visitas técnicas começaram no dia 22 e ocorrem em bairros vizinhos às regiões já atingidas pelo fenômeno. Durante as inspeções, os técnicos verificam a presença de rachaduras, fissuras e outros sinais estruturais que possam indicar movimentação do solo. O intuito é avaliar se o afundamento está avançando, estabilizado ou em processo de regressão.
Monitoramento semestral e tecnologias empregadas
As vistorias integram um monitoramento semestral realizado em seis áreas delimitadas pelo comitê, denominadas áreas de trabalho. As análises são conduzidas no local e, posteriormente, cruzadas com dados coletados por equipamentos instalados na região. De acordo com o comitê, esses dispositivos são capazes de identificar deslocamentos mínimos do solo, da ordem de até um milímetro. O monitoramento também utiliza interferometria por satélite, tecnologia que aumenta a precisão das medições.
Projeções para 2026 e impactos nas vistorias
A previsão é de que, ao longo de 2026, todas as residências que autorizarem a entrada das equipes sejam vistoriadas. Com isso, o número de imóveis analisados deve ser mais de cinco vezes superior ao registrado em campanhas anteriores. Após a conclusão das visitas, os técnicos elaboram um relatório que é encaminhado aos órgãos de controle. Com base nesse documento, a Defesa Civil de Maceió pode decidir pela ampliação ou redução do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias, além de indicar a necessidade de novos estudos sobre a movimentação do solo.



