Professora morre após usar piscina de academia em SP; polícia investiga intoxicação química
Professora morre após usar piscina de academia em SP

Professora de 27 anos morre após usar piscina de academia na zona leste de São Paulo

A Polícia Civil está investigando as circunstâncias da morte de uma professora de 27 anos, identificada como Juliana Faustino Bassetto, após ela utilizar a piscina de uma academia no bairro Parque São Lucas, na zona leste da capital paulista. O caso, que ocorreu no último sábado (7), tem como principal hipótese uma intoxicação grave causada pela inalação de uma mistura de produtos químicos utilizados na limpeza do local.

Investigadores encontram balde com substância suspeita e interdição do estabelecimento

Durante a vistoria no local, os investigadores encontraram um balde com cerca de 20 litros de uma substância química, que foi imediatamente apreendida e encaminhada para perícia. A polícia não descarta a possibilidade de que o produto estivesse dentro da piscina no momento do uso. Devido ao alto risco de inalação de gases tóxicos, as equipes técnicas precisaram acessar o espaço com o uso de máscaras de proteção e cilindros de oxigênio, contando com o apoio do Corpo de Bombeiros.

Após a constatação de que a academia funcionava sem alvará, o estabelecimento foi interditado pela Vigilância Sanitária. A direção da Academia C4 GYM emitiu uma nota lamentando profundamente o ocorrido e afirmando que prestou atendimento imediato a todos os envolvidos.

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Sintomas e agravamento do estado de saúde da vítima e outras pessoas afetadas

De acordo com o boletim de ocorrência, Juliana esteve na academia acompanhada do marido. Durante a atividade na piscina, o casal percebeu alterações fora do padrão na água, incluindo cheiro e gosto incomuns. Pouco depois, ambos começaram a apresentar sintomas de mal-estar e buscaram atendimento no Hospital Santa Helena, em Santo André.

O estado de saúde de Juliana se agravou rapidamente, culminando em uma parada cardíaca durante a internação, à qual ela não resistiu. O marido permanece hospitalizado na mesma unidade, em estado grave. A investigação ganhou novos elementos após um adolescente de 14 anos relatar sintomas semelhantes depois de utilizar a mesma piscina. O jovem está internado na região da Vila Alpina, e seu caso foi incorporado ao inquérito.

Outras três pessoas também informaram ter passado mal após frequentar o local, mas não há informações detalhadas sobre o estado de saúde delas no momento.

Apuração busca esclarecer falhas no controle químico da piscina

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a apuração está sob responsabilidade do 42º Distrito Policial e busca esclarecer se houve falha no controle químico da piscina. As hipóteses incluem vazamento ou dosagem inadequada de cloro, entre outros fatores. Os laudos periciais ainda não foram concluídos, o que deve trazer mais clareza sobre as causas exatas do incidente.

Este caso levanta questões importantes sobre a segurança em estabelecimentos de lazer e a necessidade de fiscalização rigorosa para prevenir tragédias semelhantes no futuro.

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