Prédio afunda 40 cm e moradores evacuam às pressas em Itajaí, com feridos e time de handebol afetado
Prédio afunda em Itajaí, moradores evacuam e há feridos

Prédio afunda 40 centímetros e força evacuação emergencial em Itajaí

Um prédio residencial de quatro andares, com mais de 30 anos de construção, afundou aproximadamente 40 centímetros na quarta-feira (15) em Itajaí, Santa Catarina, provocando uma evacuação às pressas de 65 moradores durante a noite. A situação se agravou na quinta-feira (16), quando a estrutura continuou a ceder cerca de 1 centímetro, conforme informações divulgadas pelo município. O incidente mobilizou imediatamente a Defesa Civil, que interditou o edifício e outras duas casas na mesma rua, visando garantir a segurança pública.

Feridos e time de handebol entre os afetados

Como resultado do afundamento, duas pessoas sofreram ferimentos devido a estilhaços de vidro, e uma terceira quebrou o pé, necessitando de atendimento médico. Entre os moradores evacuados, destacou-se a presença de um time de handebol que estava hospedado em um dos apartamentos que cedeu. O grupo incluía 12 atletas, sendo cinco delas com planos de disputar um campeonato mundial, e abrangia jogadoras das categorias juvenil e júnior, algumas menores de idade.

A escolha dos apartamentos para a equipe foi realizada pela Associação de Handebol de Itajaí (AHI), conforme a Fundação Municipal de Esporte e Lazer (FMEL). As atletas conseguiram resgatar passaportes, roupas e sapatos essenciais para a viagem, mas parte de seus pertences pessoais permaneceu no local, já que as condições inseguras do prédio impediram a retirada completa de itens.

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Estrutura comprometida e relatos de tensão

Registros fotográficos evidenciaram rachaduras significativas nas paredes e no chão do edifício, além de vidros quebrados, embora as causas exatas dos danos ainda não tenham sido divulgadas pelas autoridades. Localizado no centro de Itajaí, a maior cidade do Litoral Norte catarinense, o prédio tornou-se um ponto de preocupação para a comunidade.

A aposentada Zenir Alves da Silva, residente há três anos no local, relatou à NSC TV o momento de pânico: "Parecia que alguém estava arrastando móveis no apartamento de cima. Aí, a gente se olhou, escutou o pessoal correndo e gritando nas escadarias. A gente só pegou o cachorrinho e saiu, sem celular, sem nada, sem documento, sem remédio. Quando chegamos aqui embaixo, o primeiro andar já tinha cedido a escada".

Apoio municipal e situação atual

Na manhã de quinta-feira, Zenir e outros vizinhos aguardavam em frente ao prédio a possibilidade de acessar seus apartamentos para recuperar objetos pessoais, como celulares e documentos, com o apoio do Corpo de Bombeiros que retirava animais e pertences. O município disponibilizou uma estrutura temporária para abrigar os desalojados, mas a maioria conseguiu se refugiar em casas de familiares. Além disso, um caminhão foi fornecido para transportar colchões e utensílios dos moradores, demonstrando um esforço coordenado para amenizar o impacto do desastre.

A situação permanece sob monitoramento, com a Defesa Civil avaliando os riscos estruturais e fornecendo assistência aos afetados, enquanto investigações sobre as causas do afundamento devem avançar nos próximos dias.

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