Praça Augusto Severo em Natal sofre depredação um mês após reforma de R$ 1,4 milhão
Praça em Natal depredada um mês após reforma milionária

Praça Augusto Severo em Natal é alvo de vandalismo após reforma milionária

Pouco mais de um mês após uma reforma que consumiu R$ 1,4 milhão, a Praça Augusto Severo, localizada ao lado do Teatro Alberto Maranhão no bairro histórico da Ribeira, em Natal, enfrenta graves problemas de depredação. Placas de mármore, que serviam como acabamento para canteiros e assentos para o público, foram arrancadas, enquanto torneiras foram furtadas, resultando em água jorrando continuamente no local.

Ações criminosas e falta de vigilância

As ações de vandalismo são atribuídas a criminosos que se misturam entre moradores de rua e ocorrem principalmente durante a noite. Antônio Carlos, um vigilante local, expressou sua tristeza com a situação: "É uma tristeza. As pessoas não podem conviver assim. Antigamente, eu lembro que tinha vigia, a noite toda, nas praças. Também durante o dia. Hoje, fica por conta do abandono".

O policial militar Joanildo Ribeiro, que trabalha no Teatro Alberto Maranhão, relatou ter evitado várias vezes ações criminosas semelhantes durante seu expediente. Ele destacou: "São algumas pessoas que ficam aqui na praça. Infelizmente, o governo fez um trabalho caro, mármore é caro, e as pessoas fazem isso. Vou continuar evitando, mas se deixar, vão levar tudo".

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Contexto da reforma e responsabilidades

A praça foi restaurada como parte do programa de recuperação de praças do Centro Histórico de Natal, promovido pelo PAC Cidades Históricas, e foi entregue no dia 26 de fevereiro. A Secretaria Estadual de Infraestrutura, responsável pela obra, informou que realizará uma vistoria para garantir que o patrimônio mantenha as características originais da entrega.

Por outro lado, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos, gestora das praças da capital, afirmou que a administração da Praça Augusto Severo ainda está sob responsabilidade do estado e que não recebeu de volta o equipamento, indicando uma possível lacuna na gestão pós-obra.

Impacto na comunidade e preocupações futuras

A depredação da praça não apenas representa um desperdício de recursos públicos, mas também afeta a qualidade de vida dos moradores e visitantes da região histórica. A falta de vigilância contínua e a rápida deterioração do espaço público levantam questões sobre a eficácia das medidas de segurança e manutenção em áreas urbanas revitalizadas.

Especialistas em urbanismo alertam que casos como este podem desencorajar futuros investimentos em infraestrutura pública, prejudicando o desenvolvimento sustentável das cidades. A comunidade local espera que as autoridades tomem ações imediatas para reparar os danos e implementar estratégias de proteção mais robustas.

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