Ponte condenada entre Itajara e Itaperuna ameaça isolar distrito e afeta rotina de moradores
A ponte que conecta o distrito de Itajara ao Centro de Itaperuna, localizada no Noroeste Fluminense, tem gerado grande preocupação entre os moradores devido às suas condições estruturais precárias. A situação levou a Defesa Civil a interditá-la parcialmente após a identificação de danos que comprometem significativamente a segurança no local.
Impacto imediato no tráfego e na mobilidade
Mesmo com a interdição parcial, veículos de pequeno porte ainda conseguem atravessar pela lateral oposta ao trecho mais afetado. No entanto, o tráfego de veículos pesados, como ônibus e caminhões, não é recomendado, devido ao alto risco de agravamento da estrutura. Esta restrição tem impactado diretamente a rotina da população que depende da via para suas atividades diárias.
Sem a circulação regular do transporte público, os moradores precisam percorrer cerca de seis quilômetros a pé para chegar até o ponto mais próximo onde os ônibus conseguem operar. Além do transtorno no deslocamento diário, a dificuldade de acesso tem afetado atividades essenciais, como o trabalho, a ida à escola e o acesso a serviços de saúde.
Preocupação crescente e cobrança por soluções
A preocupação aumenta entre os moradores, que temem que a situação evolua para uma interdição total, o que poderia deixar o distrito completamente isolado. Muitos relatam insegurança ao atravessar a ponte e cobram providências urgentes para garantir a recuperação da estrutura e a normalização do tráfego.
Em nota, a Prefeitura de Itaperuna informou que a ponte está incluída no plano de reconstrução encaminhado ao Governo Federal, juntamente com outras estruturas do município danificadas pelas fortes chuvas registradas no início de fevereiro. Segundo o município, o projeto aguarda análise e aprovação para a liberação de recursos que serão destinados à recuperação das áreas afetadas.
A situação destaca a vulnerabilidade de infraestruturas críticas em regiões afetadas por eventos climáticos extremos, exigindo ações coordenadas entre autoridades locais e federais para evitar o isolamento de comunidades e garantir a segurança pública.
