Pai de professora morta em piscina de academia pede justiça rigorosa em SP
Pai de professora morta em piscina pede justiça em SP

Ângelo Augusto Bassetto, pai da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, fez um apelo emocionado por justiça rigorosa no domingo (8), após a morte trágica da filha. A jovem faleceu após uma aula de natação em uma academia da Zona Leste de São Paulo, em um caso que está sob investigação da Polícia Civil por suspeita de intoxicação por produtos químicos.

Pai em luto clama por medidas para evitar novas tragédias

Em entrevista à TV Globo, Bassetto, visivelmente abalado, destacou que a família está profundamente triste e busca garantir que o acidente não se repita. "Essa justiça deve ser feita não para termos de valor - a gente não quer saber de nada, nada - é para não acontecer com mais ninguém, com ninguém", afirmou. Ele mencionou especificamente o uso de ozônio na piscina, alertando para os riscos dependendo da dosagem.

O pai descreveu a dor da perda: "Eu não tenho o que falar, porque tudo que vejo na minha casa eu vejo ela... meu filho é o único que está se segurando. Porque eu e a minha esposa... eu não consigo... tá me doendo tanto...". Bassetto revelou que viu a filha ainda viva no hospital, mas ela respirava com dificuldade, e seu quadro evoluiu para uma parada cardíaca fatal.

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Detalhes do acidente e investigação em andamento

O caso ocorreu no sábado (7), quando Juliana e seu marido, Vinicius de Oliveira, participavam de uma aula de natação na academia C4 Gym, no Parque São Lucas. Eles notaram odor e gosto anormais na água, sentiram-se mal e se retiraram do local, indo para o Hospital Santa Helena, em Santo André. Segundo o pai, a médica relatou que o produto químico correu para parte do pulmão da professora, causando queimaduras internas graves.

A Polícia Civil apreendeu amostras da água e produtos químicos da academia, que foi interditada pela Vigilância Sanitária por não possuir alvará de funcionamento. O delegado Alexandre Bento, do 42º DP, explicou que a suspeita é de uma reação química que intoxicou o ar, levando ao envenenamento das vítimas. Até o momento, o caso envolve:

  • Uma morte (Juliana Faustino Bassetto)
  • Duas vítimas em estado grave hospitalizadas (Vinicius de Oliveira e um adolescente de 14 anos)
  • Duas vítimas que receberam alta médica

Resposta da academia e irregularidades encontradas

Em nota, a academia C4 Gym afirmou que interrompeu as atividades da piscina imediatamente após o ocorrido, acionou o socorro e está colaborando com as investigações. As unidades próprias em São Paulo foram fechadas na segunda-feira (9) em sinal de luto. No entanto, a Subprefeitura Vila Prudente destacou irregularidades, incluindo a existência de dois CNPJs vinculados ao endereço e condições precárias de segurança.

O delegado Bento ressaltou que os responsáveis pelo estabelecimento fecharam o local após o acidente sem informar a polícia, exigindo que as autoridades arrombassem o local para a perícia. Testemunhas indicaram que a mistura dos produtos era feita por um manobrista, aumentando as preocupações com os procedimentos de segurança.

Impacto pessoal e próximos passos

Parentes relataram que Juliana e Vinicius se casaram em dezembro de 2024, tinham acabado de comprar um apartamento e planejavam ter filhos. Ela era apaixonada por ioga e participava de uma comunidade espírita, deixando um legado de paixão pela vida. O velório será realizado na segunda-feira (9) no Velório Avelino, com enterro marcado para o Cemitério Quarta Parada.

A Secretaria da Segurança Pública confirmou que as investigações prosseguem para esclarecer totalmente os fatos, com a perícia e a Vigilância Sanitária atuando em conjunto. Este caso trágico levanta questões urgentes sobre a regulamentação e segurança em academias, especialmente em relação ao uso de produtos químicos em piscinas.

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