Mãe grávida e filhos de 6 e 8 anos são sepultados após trágico desabamento em Barras, PI
Mãe e filhos sepultados após desabamento em Barras, PI

Mãe grávida e filhos de 6 e 8 anos são sepultados após trágico desabamento em Barras, Piauí

A comunidade de Barras, no Norte do Piauí, viveu um momento de profunda tristeza nesta terça-feira (21), com o sepultamento de Antônia Carla Pereira, de 34 anos, e seus dois filhos, Lucas Miguel e Antônio Francisco, de 6 e 8 anos. As vítimas faleceram após a casa onde a família se abrigava desabar na madrugada da segunda-feira (20), em um acidente que chocou a região.

Cortejo emocionante marca despedida das vítimas

O sepultamento foi precedido por um cortejo emocionante, realizado por familiares e outros moradores de Barras, que se uniram em solidariedade à família. Os corpos foram levados para um ginásio da cidade antes do funeral, onde a comunidade pôde prestar suas últimas homenagens. A cena foi registrada em imagens que circulam nas redes sociais, mostrando a comoção coletiva diante da tragédia.

Outros três filhos ficam feridos no desabamento

Além das três mortes, o desabamento deixou outros três filhos de Antônia Carla feridos, com idades de 3, 13 e 14 anos, conforme informado pela Polícia Militar. Um dos adolescentes havia completado 13 anos na última quinta-feira (16), enquanto outro fará 15 anos no próximo dia 27. A criança de 3 anos foi levada ao Hospital de Piripiri, e os adolescentes foram encaminhados ao Hospital Regional Leonidas Melo, em Barras, onde permanecem em observação médica.

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Antônia Carla estava grávida do oitavo filho, acrescentando ainda mais dor à situação. A família enfrentava condições de extrema vulnerabilidade, vivendo em um terreno após ser despejada do local anterior.

Mãe pedia ajuda para construir um lar digno

Em vídeos compartilhados nas redes sociais, Antônia Carla aparecia com seus filhos em situação precária, improvisando um abrigo com palhas e iniciando a construção de uma casa com pedaços de madeira. Ela pedia doações de materiais de construção, roupas e alimentos, destacando a luta diária por um lar seguro. "Não tenho para onde, não tenho casa. Estou aqui para receber qualquer coisa. Vai ter muita crítica, mas se estou aqui, é porque estou precisando", afirmava em uma das gravações.

Moradores do município se mobilizaram para dar voz à sua causa, mostrando a solidariedade da comunidade diante das dificuldades enfrentadas pela família. A tragédia expõe as graves questões de habitação e vulnerabilidade social na região, levantando discussões sobre a necessidade de apoio às famílias em situação de risco.

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