Mato alto toma praça no Jardim Primor e gera medo entre moradores em Araraquara
Mato alto toma praça e gera medo em Araraquara

Mato alto avança e área de lazer no Jardim Primor é tomada pelo descaso em Araraquara

O mato alto em terrenos e áreas públicas tem sido alvo constante de reclamações na região de Araraquara, no interior de São Paulo. Um caso específico chama atenção pela dimensão do problema: uma praça no bairro Jardim Primor, que deveria ser um espaço de lazer e convivência para a comunidade, hoje está completamente tomada pela vegetação descontrolada, gerando medo e revolta entre os residentes locais.

Insegurança e abandono prolongado

Quem vive nas proximidades do local relata que a situação mudou drasticamente nos últimos anos. A síndica profissional Eliane Souza Ferreira, moradora da região há 11 anos, descreve um cenário de insegurança crescente. "Hoje é um medo, com certeza. A gente não sabe quem fica aqui à noite, né? A gente vê de longe que tem gente fumando, né? Tem pessoas para lá e para cá, mas quem? Quem será que tá aqui? Por causa da iluminação é ruim, a quantidade de mato não tem uma visão legal. Então, infelizmente, o pessoal prefere ficar dentro de casa hoje do que na praça", afirmou.

Segundo Eliane, o abandono já dura aproximadamente dois anos, apesar dos repetidos pedidos da vizinhança por providências das autoridades competentes. Antes desse período, a realidade era completamente diferente. "A gente não podia reclamar da praça, estava limpinha, dava para atravessar ela de boa. As pessoas faziam caminhada o tempo todo aí dia, de noite. A roçagem era mais ou menos uns três, três meses. Quando a gente pensava em reclamar e já estavam roçando", contou.

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Estrutura inadequada agrava o problema

Além do mato alto que domina o espaço, a própria estrutura do local contribui significativamente para a deterioração da situação. A calçada, construída com peças de concreto, apresenta vãos por onde a vegetação encontra condições ideais para crescer descontroladamente. Um caminho interno que anteriormente era pavimentado desapareceu completamente sob o avanço do mato, tornando o acesso difícil e perigoso para os moradores.

A situação se repete em outros pontos da cidade. Na Rua Domingos Aninim, próxima a uma das principais entradas de Araraquara, o canteiro central também está dominado pela vegetação alta. Em alguns trechos, o mato já ultrapassa a altura de carros estacionados, criando um cenário de abandono visível para quem circula pela região.

Prefeitura notifica proprietários e reconhece dificuldades

Nesta semana, a prefeitura municipal divulgou uma lista contendo aproximadamente 22 mil proprietários de terrenos com mato alto em Araraquara. Esses proprietários podem ser multados caso não realizem a limpeza necessária de suas áreas dentro do prazo estabelecido.

O secretário de Obras e Serviços Públicos, Valter Rozato, afirmou em entrevista que o objetivo principal não é arrecadar recursos através das multas, mas sim melhorar a limpeza geral da cidade. Ele também reconheceu abertamente as dificuldades enfrentadas pela administração municipal no atendimento adequado das áreas públicas. "Nós estamos com 10 equipes na rua, só que infelizmente a gente não dá conta de tudo, mas até maio, junho, vai estar tudo concluído a parte da prefeitura", declarou.

Enquanto as promessas de limpeza não se concretizam em todos os pontos críticos, os moradores do Jardim Primor continuam convivendo com a praça abandonada. O espaço que antes era sinônimo de lazer e qualidade de vida transformou-se em símbolo do descaso, afastando as famílias e comprometendo a segurança do bairro. A comunidade aguarda ações efetivas que restaurem a dignidade do local e devolvam aos cidadãos o direito ao uso adequado dos espaços públicos.

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