Cratera completa dois meses interditando rua em São José dos Campos; obras começam nesta quarta-feira
A segunda cratera que se abriu na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, em São José dos Campos, completa exatos dois meses nesta terça-feira (7), mantendo o trecho interditado e causando transtornos para os moradores da região. A Prefeitura de São José dos Campos anunciou que assinará nesta quarta-feira (8) a ordem de serviço para a construção de uma nova galeria de águas pluviais, obra que visa solucionar definitivamente o problema que já afeta a área há cerca de 15 anos.
Obras com prazo de 15 meses e investimento milionário
O contrato com a empresa Terrax, vencedora da licitação, foi formalizado na terça-feira (6), marcando o início do processo de recuperação. A obra, orçada em R$ 6,7 milhões, terá um prazo de execução de 15 meses para conclusão. Atualmente, o local das crateras está fechado com pedras e sob monitoramento constante, enquanto aguarda o início das intervenções.
O problema na Rua Felisbina de Souza Machado se agravou no início deste ano com a abertura de duas grandes crateras em um curto intervalo de tempo:
- A primeira erosão surgiu em 27 de janeiro, no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy, chegando a engolir um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto.
- A segunda cratera se abriu em 7 de fevereiro, a aproximadamente 250 metros da primeira, após fortes chuvas, levando à interdição de quatro casas e do Residencial Jardins de Sevilha, um prédio com 34 apartamentos.
Impacto nos moradores e serviços públicos
O desabamento de fevereiro provocou a queda de um poste de energia e forçou a retirada emergencial de 156 pessoas de suas residências. Os moradores tiveram que retirar pertences às pressas, utilizando sacos de lixo e lençóis para transportar roupas, documentos e eletrodomésticos. Embora parte dos imóveis tenha sido liberada e alguns residentes tenham retornado, a rua permanece completamente interditada ao tráfego.
As concessionárias de serviços públicos também tiveram que intervir:
- A Sabesp realizou adaptações nas tubulações para garantir o abastecimento de água, mas esclareceu que a galeria rompida não é de sua responsabilidade.
- A EDP substituiu postes e recompos a rede elétrica danificada.
- A Comgás suspendeu o fornecimento de gás nos imóveis interditados por questões de segurança.
A situação evidencia os riscos de erosões em áreas urbanas e a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura. A nova galeria pluvial promete ser uma solução duradoura para um problema que há anos aflige os moradores do Jardim Imperial, mas a interdição da rua deve persistir durante todo o período das obras.



