Prédio interditado desaba em Olinda e idoso de 72 anos morre após resgate nos escombros
Idoso morre após prédio desabar em Olinda; imóvel estava interditado

Prédio interditado desaba em Olinda e idoso de 72 anos morre após resgate nos escombros

Um trágico acidente ocorreu em Olinda, Pernambuco, resultando na morte de um idoso de 72 anos após o desabamento de um prédio de três andares. O Hospital da Restauração confirmou o óbito na sexta-feira (17), um dia após o incidente, que aconteceu na quinta-feira (16). A vítima, cujo nome não foi divulgado, foi resgatada com vida dos escombros, mas não resistiu às lesões e faleceu horas depois de ser internada na unidade de saúde, localizada no Centro do Recife.

Resgate dramático e condições precárias do imóvel

Imagens do momento do resgate mostram o idoso com o braço para fora, preso em meio aos destroços. O Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuaram de forma integrada para salvá-lo. O prédio, situado na Rua Ayrton Senna do Brasil, no bairro de Jardim Atlântico, desabou às 1h55, conforme registrado por câmeras de segurança. Moradores relataram que o imóvel estava abandonado e era utilizado pela vítima como abrigo.

O edifício apresentava graves problemas estruturais, com pilastras sustentando vigas aparentes, e já dava sinais de risco há cerca de 20 anos, segundo vizinhos. Após o desabamento, o local ficou com grades retorcidas, canos e tijolos amontoados, evidenciando a gravidade do colapso.

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Interdição e responsabilidades

A prefeitura de Olinda emitiu uma nota informando que o imóvel estava interditado pela Defesa Civil há três anos, com laudo devidamente entregue ao proprietário e sinalização de interdição no local. A gestão municipal afirmou que o dono havia assumido o compromisso de demolir a residência para construir uma nova edificação em conformidade com as normas legais da engenharia civil. No entanto, a demolição não foi realizada a tempo, culminando na tragédia.

Willian Peixoto, comerciante e vizinho da vítima, destacou em entrevista à TV Globo que os estalos no prédio eram frequentes, indicando a deterioração contínua da estrutura. Este caso levanta questões sobre a fiscalização de imóveis interditados e a proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente em áreas urbanas com edificações antigas e abandonadas.

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