Defesa Civil executa demolição de imóveis após desabamento em Juiz de Fora
A Defesa Civil de Juiz de Fora realizou na manhã desta quarta-feira (15) a demolição de três dos cinco imóveis localizados em um lote na Rua Itacolomi, no bairro Monte Castelo. A ação foi necessária após o desabamento parcial da estrutura principal ocorrido no último domingo (12), que colocou em risco a segurança da área.
Operação de emergência e interdições
Quinze moradores estavam presentes no local durante o incidente inicial e todos foram socorridos sem ferimentos. Após uma reavaliação técnica que confirmou o risco iminente de desabamento das estruturas remanescentes, a Defesa Civil determinou a demolição imediata. Como medida de segurança, seis casas do entorno precisaram ser interditadas preventivamente.
Durante a execução das demolições, o trecho da rua foi totalmente fechado ao tráfego. As equipes de emergência também precisaram remover dois veículos que haviam sido soterrados por escombros na propriedade vizinha, demonstrando a extensão dos danos causados pelo desabamento.
Situação das construções e responsabilidades
Conforme informações da Prefeitura de Juiz de Fora, as outras duas casas construídas no mesmo lote foram afetadas pelo incidente, mas não apresentam necessidade de demolição no momento. O trabalho de demolição foi realizado diretamente pela administração municipal, pois os moradores alegaram não ter condições financeiras para custear o serviço de remoção das estruturas comprometidas.
A Defesa Civil afirmou que o desabamento não foi causado pelas chuvas que atingiram a cidade em fevereiro, mas sim por falhas estruturais na construção. No entanto, uma das moradoras relatou à TV Integração que diversas rachaduras começaram a aparecer após o temporal do dia 23 de fevereiro, indicando possível relação com as condições climáticas.
Histórico de vistorias e comunicação
Os moradores enviaram vídeos das rachaduras à Defesa Civil no dia 7 de abril, e uma vistoria foi realizada no dia seguinte. Os profissionais orientaram os ocupantes a realizar uma "costura" da rachadura e um suporte na laje, uma vez que a estrutura estava fina e comprometida. No sábado (11), um dia antes do desabamento, um novo retorno técnico foi solicitado devido ao agravamento da situação, mas os moradores não obtiveram resposta.
A Defesa Civil confirmou os chamados, mas alegou que a entrada da equipe técnica em alguns cômodos foi impedida por estarem trancados ou obstruídos durante a primeira vistoria. O órgão afirmou ainda que, durante aquela inspeção, os moradores foram orientados a retirar entulhos da laje para diminuir a sobrecarga na estrutura, determinação que não foi cumprida.
Nota oficial da Defesa Civil
Em nota, a Defesa Civil detalhou: "A Defesa Civil informa que foi acionada para realizar vistoria em imóvel que possui dois pavimentos. No primeiro pavimento não foi constatado risco iminente. Já no segundo pavimento, dividido em três setores, a área frontal foi vistoriada normalmente. Contudo, o acesso aos setores intermediário e posterior do imóvel encontrava-se obstruído e trancado, o que impediu a entrada e a vistoria da equipe técnica."
O comunicado continua: "É fundamental destacar que o setor intermediário corresponde ao local onde ocorreu o colapso, justamente a área que não pôde ser inspecionada pela Defesa Civil. Também foi orientada a retirada de entulhos da laje deste pavimento, com o objetivo de reduzir a sobrecarga na estrutura, medida que não foi executada pelos moradores. A Defesa Civil destaca, ainda, que trata-se de autoconstrução com indícios de precariedade estrutural."
O incidente reforça a importância da manutenção adequada de estruturas residenciais e da pronta resposta a sinais de comprometimento construtivo, especialmente em áreas urbanas com histórico de problemas de infraestrutura.



