Cratera na Rua da Consolação: 20 horas após explosão, causa ainda é mistério
Vinte horas depois de uma explosão abrir uma cratera na Rua da Consolação, em São Paulo, a responsabilidade pelo incidente permanece envolta em incertezas. O asfalto levantou de forma abrupta, como se tivesse ocorrido uma detonação subterrânea, deixando técnicos e autoridades em busca de respostas.
Empresas investigam sem conclusões
Técnicos da Comgás, Sabesp e Enel estiveram no local para avaliar a situação, mas nenhuma das empresas assumiu a responsabilidade ou forneceu uma explicação definitiva sobre o ocorrido. Funcionários da Enel passaram a tarde desta segunda-feira, dia 2, removendo blocos de asfalto e concreto na área afetada pela cratera.
A Comgás afirmou que realizou duas inspeções no local entre domingo, dia 1º, e segunda-feira, dia 2, e não detectou nenhum vazamento de gás natural. Em contrapartida, a Enel informou que identificou a presença de gás por duas vezes no final da manhã desta segunda-feira. Ambas as redes, de gás e energia elétrica, são enterradas no trecho da Consolação onde a explosão aconteceu, o que complica a identificação da origem do problema.
Impactos no trânsito e relatos de moradores
O bloqueio da via provocou reflexos significativos no trânsito da região. Os veículos precisaram desviar para a Rua Maceió, já que a única faixa liberada na Consolação era exclusiva para ônibus, táxis com passageiros, viaturas policiais e ambulâncias, causando congestionamentos e transtornos para os motoristas.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato da explosão, por volta das 23 horas. Um carro que estacionava no local foi surpreendido por pedaços de asfalto que saltaram na via, em um cenário de caos e susto. O produtor Rafael Brandão, que passou pela região cerca de uma hora antes do incidente, relatou sentir um cheiro forte. “À priori, eu achei que fosse um cheiro de plástico queimado. Só que eu senti um pouquinho de cheiro de gás também. Não ficou muito claro o cheiro, então estava uma mistura de gás e plástico”, disse ele.
Por segurança, um gerador de energia foi instalado para abastecer a região, enquanto as investigações continuam. Morador do último andar de um prédio próximo ao local, o tatuador Ailton Silva Santana contou que, mesmo de cima, ouviu o barulho e sentiu cheiro. “Era cheiro de borracha, sabe borracha queimada? Era meio uma mistura de borracha com gás... Um queimado, borracha. Lona de carro quando derrapa”, relatou ele, destacando a intensidade e a estranheza do odor.
Investigações em andamento
As autoridades seguem analisando as evidências, incluindo as gravações das câmeras de segurança, para determinar a causa exata da explosão. Enquanto isso, a população local permanece apreensiva, aguardando esclarecimentos sobre a segurança da área e possíveis medidas preventivas para evitar novos incidentes.



