Nova cratera interdita prédio em São José dos Campos; moradores retiram pertences
Cratera interdita prédio em São José; moradores retiram itens

Nova cratera interdita prédio em São José dos Campos; moradores retiram pertences

Uma nova cratera se abriu na Rua Felisbina de Souza Machado, no bairro Jardim Imperial, em São José dos Campos, interditando um prédio residencial e causando apreensão entre os moradores. O incidente ocorreu na tarde de sábado (7), enquanto chuvas atingiam a cidade, levando a Defesa Civil a tomar medidas emergenciais para garantir a segurança da população.

Interdição e retirada de pertences

O prédio Residencial Jardins de Sevilha, que conta com 34 apartamentos, foi interditado após o surgimento da cratera. Neste domingo (8), a Defesa Civil liberou e acompanhou uma entrada rápida dos moradores para que pudessem retirar pertences essenciais. De acordo com relatos, os residentes improvisaram com sacos de lixo, sacolas de mercado e trouxas de lençóis para transportar roupas, documentos, calçados e alguns eletrodomésticos.

Não há previsão de quando as famílias poderão voltar para casa, pois a cratera ainda está sendo analisada por técnicos da prefeitura, Defesa Civil e concessionárias de água e energia. Além do prédio, quatro casas também foram interditadas na área.

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Detalhes do incidente

A cratera se abriu por volta das 16h30 de sábado, no meio do asfalto, afundando as duas pistas da via. Ao longo da noite, o buraco permaneceu instável, cedendo e engolindo um poste de energia. Imagens registraram o momento exato do desabamento, aumentando os temores de novos desabamentos entre os moradores.

Este é o segundo incidente do tipo na mesma rua em poucos dias. Há onze dias, uma cratera anterior havia engolido um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto, a apenas 300 metros de distância do local atual.

Resposta das autoridades

A Prefeitura de São José dos Campos emitiu uma nota informando que a via foi sinalizada para garantir a segurança, com equipes de diversas secretarias atuando no local. A concessionária de energia EDP desligou a rede para isolar riscos e está avaliando condições para remover os postes atingidos.

Já a Sabesp enviou equipes técnicas para vistoriar a área, mas destacou que, devido às chuvas, ainda não é possível identificar as causas do afundamento. A companhia afirmou que, caso seja constatada sua responsabilidade, tomará as providências necessárias para resolver o problema.

Contexto histórico

A rua já apresentava problemas anteriores, com interdições parciais desde 27 de janeiro devido a uma cratera que engoliu um caminhão. Moradores relatam um histórico de afundamentos na região há cerca de 15 anos, o que aumenta a preocupação com a estabilidade do solo e a segurança das construções.

As equipes técnicas continuam no local para estudar as causas do afundamento e avaliar riscos futuros, enquanto os moradores aguardam por soluções e a possibilidade de retornar às suas casas.

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