Cratera em São José dos Campos é fechada com pedras em obra que deve durar dez dias
A primeira fase de reparo da cratera aberta no Jardim Imperial, na Zona Sul de São José dos Campos, começou nesta quarta-feira (11) com o preenchimento utilizando pedras. A estimativa é que esta etapa inicial dure aproximadamente dez dias, conforme informou a prefeitura municipal. A obra total será executada em três fases distintas, mas os prazos completos ainda não foram definidos pelas autoridades.
156 moradores desalojados aguardam retorno aos imóveis
O problema levou à interdição de quatro casas e um prédio com 34 apartamentos, totalizando 156 pessoas que precisaram deixar seus lares. A cratera mais recente se abriu no último sábado após o rompimento de uma galeria de águas pluviais. De acordo com a administração municipal, os moradores poderão retornar aos imóveis somente após a conclusão desta primeira etapa de reparos.
"É um trabalho difícil e demorado", afirmou o secretário de Obras, José Turano. "As pessoas poderão voltar assim que todo o vazio estiver preenchido com pedra. O prazo depende muito da chuva e de possíveis intercorrências. Como as chuvas têm sido volumosas e inesperadas, pode haver atraso, mas a expectativa é concluir essa etapa em dez dias".
Três fases de recuperação da via
Segundo o planejamento da prefeitura, a recuperação será realizada em três etapas distintas:
- Contenção das erosões e preenchimento das crateras com pedras
- Sondagem do solo para avaliação das condições do terreno e dos vazios internos
- Execução de nova galeria de águas pluviais pelo método não destrutivo
A previsão é utilizar cerca de dois mil metros cúbicos de pedras para o fechamento dos dois buracos existentes na Rua Felisbina de Souza Machado, o que equivale a 134 viagens de caminhões carregando o material. A primeira cratera, aberta no final de janeiro na mesma rua, também está passando por reparos. Na ocasião anterior, um caminhão chegou a ser engolido pelo buraco.
Moradores enfrentam incertezas sobre retorno
Enquanto as obras avançam, os desalojados aguardam com ansiedade a liberação dos imóveis. O técnico de envase Aparecido José Spíndola expressou a dificuldade da situação: "Ninguém faz contrato de aluguel por poucos dias. Geralmente é um compromisso mais longo. A gente precisa aguardar para saber o que vai fazer. A esperança é voltar o mais rápido possível. Não dá para ficar na casa de parente, todo mundo meio amontoado".
Concessionárias atuam em conjunto com o poder público
Equipes das concessionárias EDP, Sabesp e Comgás atuam na área em conjunto com equipes da Prefeitura, por meio da Defesa Civil, Guarda Civil Municipal e Secretaria de Obras. A Sabesp informou que concluiu as adaptações necessárias nas tubulações afetadas pelo rompimento da galeria de águas pluviais, estrutura que não pertence à companhia.
A EDP afirmou que suas equipes técnicas seguem mobilizadas nos trabalhos de substituição dos postes atingidos e reconstrução total da rede elétrica local. Já a Comgás mantém o monitoramento da rede de gás encanado no local e ressalta que, por medidas de segurança, mantém interrompido o fornecimento de gás apenas no imóvel interditado de número 512.
O local permanece devidamente sinalizado enquanto as obras de recuperação seguem seu curso, com a expectativa de normalização gradual da situação para os moradores afetados.



