Comerciante de Campinas enfrenta incertezas um ano após vazamento de adutora na Avenida da Saudade
Passado um ano do rompimento de uma adutora na Avenida da Saudade, em Campinas (SP), um comerciante que teve seu negócio arruinado pelos danos estruturais ainda aguarda uma solução definitiva para os prejuízos sofridos. O incidente, que começou em 4 de abril do ano passado, provocou a interdição de um trecho da avenida e afetou o abastecimento de água de mais de 20 mil pessoas, além de comprometer a estrutura de quatro imóveis, conforme confirmado pela Sanasa.
Falência e ação judicial após fechamento forçado
Igor da Silva Parro, responsável por uma cafeteria localizada em um prédio histórico em frente à sede da Sanasa, viu seu estabelecimento fechar as portas devido aos estragos. "Durou mais ou menos duas semanas até resolverem os problemas na rua. Tínhamos funcionários, mercadorias perecíveis que começaram a estragar", relembrou. Diante da falta de posicionamento da Sanasa sobre os prejuízos, Igor ingressou com uma ação judicial em setembro do ano passado, buscando compensação pelos danos.
Danos estruturais e dificuldades na negociação
O imóvel que abrigava a cafeteria sofreu danos significativos, com o proprietário Romeu Grandinete relatando que o rompimento da adutora comprometeu o solo sob a construção. A casa, parte da história familiar, foi até invadida durante o período de interdição. Romeu apresentou três orçamentos para reparos, mas a Sanasa realizou um depósito judicial com valor inferior. "Bastou uma situação de exceção para as portas fecharem. Gostaria que isso fosse tratado como exceção, pois não é comum uma casa em Campinas ter a estrutura danificada por problema de infraestrutura urbana", afirmou. Ele destacou a necessidade de contratar uma empresa de engenharia para contestar o laudo da Sanasa, o que acarretaria custos adicionais.
Posicionamento da Sanasa e acordos realizados
Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o presidente da Sanasa, Manuelito Magalhães, informou que quatro imóveis foram afetados estruturalmente, com três proprietários aceitando os valores definidos por perícia técnica e assinando acordos. Sobre o caso da cafeteria, Magalhães afirmou que a questão deve ser resolvida na Justiça, já que a empresa depositou judicialmente o valor determinado pelo perito. "Se a Justiça entender que ele tem razão, nós vamos pagar", disse. Ele também ressaltou que a tubulação rompida foi desativada e substituída por outro sistema para prevenir novos problemas no local.
O incidente continua a impactar a vida dos envolvidos, com o comerciante e o proprietário do imóvel aguardando uma resolução que possa compensar os prejuízos financeiros e estruturais causados pelo vazamento.



