Chuva na Paraíba mata dois e causa destruição em várias cidades
Chuva na Paraíba mata dois e causa destruição

A chuva intensa que atingiu a Paraíba nesta sexta-feira, 1º de maio, provocou duas mortes e diversos estragos em várias regiões do estado. As vítimas fatais foram dois homens que trabalhavam na organização de uma corrida em comemoração ao Dia do Trabalho, na cidade de Guarabira, localizada no Brejo paraibano. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, eles sofreram descargas elétricas ao pisar em uma poça d'água que estava próxima a um painel de LED e não resistiram aos ferimentos.

Alagamentos e destruição em João Pessoa e região metropolitana

Na capital João Pessoa, a chuva afetou principalmente a Zona Sul, onde a água invadiu diversas residências. A manicure Michela Albuquerque relatou que sua casa ficou inabitável: "Minha casa infelizmente está inabitável, né? Não tem como ficar aqui. Então eu tive que me deslocar daqui com as crianças e os animais e uma tragédia". Em Santa Rita, na Grande João Pessoa, moradores também precisaram deixar suas casas após o nível do Rio Paraíba subir e alagar o centro da cidade. Na zona rural do município, comunidades inteiras ficaram isoladas.

Estragos no Agreste e rompimento de barragem

No Agreste do estado, os problemas também foram graves. Uma barragem rompeu nos arredores de Lagoa Seca, e a enxurrada derrubou uma casa em Itatuba. Em Ingá, a principal ponte da cidade começou a ceder com a força da correnteza, levando ao bloqueio total do trânsito e isolando parte da cidade. Um homem caiu no rio e foi resgatado por moradores locais. Na divisa com Pernambuco, a força das águas abriu uma cratera e interrompeu o trânsito na rodovia PB-008, em Pedras de Fogo.

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Governo decreta situação de emergência

Diante dos estragos, o governo da Paraíba decretou situação de emergência nas regiões mais afetadas pela chuva. O agricultor Edinaldo da Silva, que perdeu todos os seus pertences, comentou: "Dentro de casa já encheu tudo ali, os móveis acabou tudo já. Cama, tudo, geladeira, fogão, presta mais não". As autoridades continuam monitorando as áreas de risco e prestando assistência às vítimas.

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