Homem cria prótese própria com impressora 3D após acidente
Homem cria prótese com impressora 3D após acidente

Após perder a mão direita em um acidente de trabalho, André Southier, morador de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, criou sozinho próteses funcionais utilizando uma impressora 3D. A iniciativa permitiu que ele retomasse atividades cotidianas como trabalhar, treinar na academia e até jogar sinuca.

Acidente e superação

André teve a mão amputada após um acidente com uma prensa. A mudança foi imediata e impactou profundamente sua rotina. Ainda no hospital, ele começou a planejar uma solução para recuperar a autonomia. “Veio a ideia de criar uma prótese, enquanto eu ainda estava internado”, relatou.

Primeiros passos

O primeiro modelo foi feito de alumínio, com ajuda de um amigo. A peça continha ímãs na palma e nos dedos para facilitar o uso de ferramentas, mas era pesada — cerca de 1,5 quilo. Em busca de algo mais leve e resistente, André decidiu investir em uma impressora 3D.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Inovação com fibra de carbono

Com apoio de um colega, desenvolveu uma nova versão usando fibra de carbono, material que precisou ser importado. “Comprei a máquina e consegui fazer em 3D, com resistência e força”, explicou. A nova prótese pesa aproximadamente 420 gramas e permitiu que ele voltasse a realizar diferentes atividades.

Acessórios personalizados

André também criou acessórios específicos para cada função. Para continuar treinando musculação, por exemplo, desenvolveu um suporte acoplado à prótese. “Faço exercícios de peito e costas sem problema nenhum”, afirmou. Ele adaptou peças para jogar sinuca e até cozinhar. “Cada função precisa de uma prótese. Não tem uma que faça tudo. Por isso fui criando os acessórios que eu precisava”, disse.

Projeto maior

Com o tempo, André transformou sua experiência em um projeto maior. Ele patenteou as invenções, montou uma oficina em casa e pretende ajudar outras pessoas que passaram por situações semelhantes. “Melhor não desanimar. É erguer a cabeça e correr atrás. Foi assim que eu me senti melhor”, concluiu.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar