Surfista narra ação heroica após pouso forçado de helicóptero na praia carioca
Um surfista que testemunhou o pouso forçado de um helicóptero na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (3), relatou com detalhes como o piloto demonstrou perícia ao direcionar a aeronave para uma área menos movimentada do mar e da areia. A ação rápida e precisa teria sido fundamental para minimizar os riscos e evitar consequências mais graves para banhistas e transeuntes.
"Ele buscou uma área mais vazia": o relato do testemunha ocular
Luís Cláudio, em entrevista ao RJ1, descreveu o momento tenso: "A gente viu que o helicóptero estava se deslocando, levemente, apontando para a praia. Aí, a gente viu algo estranho, perdendo potência. Ele buscou uma área mais vazia do mar e da areia, que é aqui no 3.100. E a gente começou a pegar as pranchas e viu que tinha uma coisa errada. Ele bateu de barriga e a gente viu que tinha acontecido um acidente".
O acidente ocorreu próximo à faixa de areia, entre os postos 3 e 4 da famosa praia carioca. Luís Cláudio, que estava no local no momento do incidente, percebeu o helicóptero se deslocando lentamente em direção à praia. A aeronave foi conduzida até um trecho mais vazio, na altura do posto 3.100, antes de realizar um pouso brusco que ele descreveu como uma batida "de barriga", sinal claro de que algo estava seriamente errado.
Resgate imediato: surfista se torna herói improvisado
Ao notar a gravidade da situação, Luís Cláudio não hesitou. Junto com um amigo, pegou sua prancha e partiu imediatamente em direção ao local do acidente para prestar socorro. Segundo seu relato, ele conseguiu resgatar um dos passageiros pessoalmente. Havia três pessoas a bordo da aeronave: dois passageiros e o piloto.
Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra os três tripulantes saindo da aeronave antes mesmo da chegada do resgate oficial, todos conscientes e aparentemente em condições estáveis. O Corpo de Bombeiros confirmou que os ocupantes foram atendidos na areia e liberados em seguida, sem apresentar ferimentos significativos.
Detalhes da aeronave e a experiência do piloto
A aeronave envolvida no incidente era um modelo Robinson 44 que realizava um voo panorâmico quando apresentou problemas mecânicos, forçando o pouso de emergência. O piloto, identificado como Adonis de Oliveira, policial civil com vasta experiência em operações aéreas, conseguiu realizar a manobra perto da arrebentação com notável habilidade.
Adonis estava de folga nesta sexta-feira e havia sido contratado para um voo panorâmico que partiu do Pontal. Fatores que contribuíram para o desfecho positivo:
- O local escolhido para o pouso não tinha banhistas nas proximidades
- A profundidade rasa evitou que o helicóptero afundasse excessivamente
- A ausência de portas na aeronave facilitou a saída rápida dos tripulantes
A aeronave afundou aproximadamente 2 metros até tocar a areia no fundo e tombou, ficando com o esqui para cima e parcialmente fora da água.
Atuação dos bombeiros e guarda-vidas
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h20 para atender à queda da aeronave. Em nota oficial, a corporação informou: "Guarda-vidas da região realizaram o primeiro atendimento, com apoio de uma moto aquática que passava pelo local, efetuando o socorro imediato das vítimas. A aeronave transportava três ocupantes, um piloto e dois passageiros, todos classificados como vítimas leves (verdes), que foram retirados da água e colocados em segurança na faixa de areia".
A rápida resposta dos profissionais de salvamento, combinada com a ação corajosa do surfista Luís Cláudio e a perícia do piloto Adonis de Oliveira, resultou em um desfecho feliz para o que poderia ter sido uma tragédia de maiores proporções na movimentada praia da Barra da Tijuca.



