Espanha registra quarto acidente ferroviário em uma semana após colisão com guindaste
Quarto acidente ferroviário na Espanha em uma semana

Espanha enfrenta quarto acidente ferroviário em uma semana após colisão com guindaste

Um trem de passageiros colidiu com um guindaste na Espanha nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, nas proximidades da cidade litorânea de Cartagena, localizada na província de Múrcia. O episódio resultou em seis pessoas levemente feridas, conforme informações divulgadas pela agência de notícias Reuters. Este incidente marca o quarto acidente ferroviário registrado em território espanhol no período de apenas uma semana, intensificando preocupações sobre a segurança na rede ferroviária do país.

Detalhes do acidente e declarações oficiais

De acordo com o ministro dos Transportes da Espanha, Óscar Puente, o acidente ocorreu quando um caminhão guindaste utilizado para iluminação pública de Cartagena invadiu a faixa da ferrovia. O braço do equipamento atingiu as janelas de um trem que passava no momento, causando danos visíveis na locomotiva. Puente compartilhou imagens do local em sua conta na rede social X, mostrando a janela quebrada do trem, o caminhão envolvido e as equipes de resgate em ação.

O ministro enfatizou a importância de informar corretamente para evitar erros, destacando que o veículo invadiu o domínio público ferroviário. Felizmente, o trem não descarrilou, mas o tráfego na linha foi interrompido por aproximadamente uma hora e meia, conforme informado pela Adif, gestora da rede ferroviária espanhola.

Resposta emergencial e investigações iniciais

Os serviços de emergência foram acionados por volta das 12h04 no horário local, equivalente às 8h04 em Brasília. Tanto o operador do guindaste quanto o maquinista do trem foram submetidos a testes de álcool, cujos resultados foram negativos, indicando que não havia influência de substâncias intoxicantes no momento do acidente. As autoridades continuam investigando as causas exatas do incidente, incluindo possíveis falhas operacionais ou de sinalização.

Série de acidentes e greve sindical por segurança

Este é o quarto acidente ferroviário na Espanha em uma semana, criando um momento de crise no setor. A série trágica começou no domingo, 18 de janeiro, quando dois trens de alta velocidade colidiram em Adamuz, na Andaluzia, resultando na morte de pelo menos 44 pessoas e deixando mais de 100 feridas. Este episódio é considerado um dos acidentes ferroviários mais mortais da Europa nos últimos anos.

Dois dias depois, na Catalunha, um trem metropolitano colidiu com um muro de contenção que desabou perto da cidade de Gelida, causando a morte do condutor e ferindo outras cinco pessoas. Ainda na terça-feira, 20 de janeiro, uma segunda colisão ocorreu no nordeste da província catalã, felizmente sem deixar feridos.

Em resposta a essa sequência de eventos, o principal sindicato de maquinistas da Espanha, o Semaf, convocou uma greve nacional na quarta-feira, 21 de janeiro. A organização exige garantias de segurança e fiabilidade na rede ferroviária espanhola, denunciando a deterioração das condições da infraestrutura. A greve reflete a insatisfação crescente entre os trabalhadores do setor, que alertam para riscos persistentes.

Impacto e contexto da crise ferroviária

A repetição de acidentes em um curto espaço de tempo levanta questões sobre a manutenção e a gestão das ferrovias na Espanha. Especialistas apontam que a infraestrutura ferroviária pode estar enfrentando desafios como envelhecimento, falta de investimentos ou falhas nos protocolos de segurança. A greve sindical busca pressionar o governo e as empresas operadoras a implementarem medidas urgentes para prevenir novos incidentes.

O acidente com o guindaste em Cartagena, embora menos grave em termos de vítimas, soma-se a um cenário preocupante que já causou dezenas de mortes e feridos. As autoridades espanholas estão sob escrutínio público para agir rapidamente, restaurar a confiança dos passageiros e garantir que a rede ferroviária opere com os mais altos padrões de segurança. A situação continua a ser monitorada de perto, com expectativas de que investigações detalhadas tragam esclarecimentos e soluções para evitar futuras tragédias.