Uma semana de angústia e incerteza marca a vida da família do pescador Paulo Mauricio Basílio, de 56 anos. Ele desapareceu no mar de Cananéia, no litoral sul de São Paulo, após pular de uma embarcação durante uma viagem de pesca. As buscas, coordenadas pela Capitania dos Portos de São Paulo, continuam sem sucesso até o momento.
O relato do desaparecimento
De acordo com informações repassadas à família, o fato ocorreu na madrugada do dia 9 de janeiro. Paulo estava a bordo de um barco de pesca que havia deixado a Ilha do Bom Abrigo, em Cananéia, local usado como abrigo devido a um temporal. Segundo o colega de trabalho que o acompanhava, o pescador pulou no mar durante a atividade. A notícia do desaparecimento chegou à família no dia 10, através de uma ligação do patrão.
Paulo Mauricio Basílio é natural de Guaratuba, no Paraná, onde mora com a mãe. Ele havia saído para pescar camarão no dia 5 de janeiro. Conforme o hábito de muitos profissionais da pesca, ele costumava passar longos períodos, até meses, longe de casa quando seguia para o mar.
Buscas intensivas no litoral paulista
A Capitania dos Portos de São Paulo iniciou as operações de busca no mesmo dia do ocorrido. A instituição informou que mobiliza uma embarcação e seis militares para a ação. O Corpo de Bombeiros também presta auxílio nas buscas, mas não divulgou novos detalhes sobre a operação até o fechamento desta reportagem.
A família, que já registrou um boletim de ocorrência, acompanha o trabalho das equipes de resgate com esperança. Eles destacam que Paulo sabia nadar e alimentam a possibilidade de que ele possa ter conseguido chegar a alguma das ilhas desabitadas da região de Cananéia.
Desespero da família e apelo por informações
A irmã do pescador, Eliane Aparecida Basílio, expressa o sentimento de desespero que toma conta de todos, especialmente da mãe idosa de Paulo. “Só queremos encontrar ele, com ou sem vida”, declarou Eliane, em um apelo emocionado.
Ela também reconhece os riscos inerentes à profissão e a dificuldade de compreender totalmente o acontecido. “Sabemos que o mar é arriscado e que não tem como realmente saber o que houve, sabemos apenas o que o colega de trabalho nos passou”, completou a irmã, que aguarda qualquer notícia que possa esclarecer o paradeiro do ente querido.
O caso segue em aberto, com as autoridades mantendo os esforços para localizar o pescador desaparecido nas águas do litoral paulista.