Pai de mecânico acreano que se afogou em SC descreve filho como 'menino incrível e trabalhador'
Emocionado, o motorista de ônibus interestadual Israel Souza Braga, de 44 anos, relembra o filho Wesley Fernandes Braga, de 26 anos, que desapareceu no mar e se afogou em Balneário Piçarras, Santa Catarina, no dia 25 de janeiro. "Um menino incrível, amoroso, sorridente, todo mundo gostava dele, muito fácil de fazer amizades, que nunca teve problema com ninguém", afirmou o pai, em entrevista ao g1.
Detalhes do trágico desaparecimento e resgate
Wesley, que nasceu e foi criado no bairro Belo Jardim, em Rio Branco, no Acre, morava há cerca de quatro anos em Santa Catarina, onde trabalhava como mecânico. O jovem desapareceu no mar por volta das 0h20 do dia 25 de janeiro, e a família foi informada na manhã seguinte por meio de outro filho de Israel que estava no estado.
O pai viajou para Santa Catarina no dia 27 para auxiliar nas buscas, e, no mesmo dia, o corpo de Wesley foi localizado e resgatado pelos bombeiros. "Eu como pai, meu Deus do céu, só Jesus na causa, a mãe dele está inconsolável", compartilhou Israel, destacando que amigos ajudaram com os custos da passagem.
Campanha solidária e preparativos para o sepultamento
Após o resgate, a família e amigos organizaram uma vaquinha solidária para arrecadar fundos e realizar o traslado do corpo de Wesley para o Acre. O corpo deve chegar em Rio Branco às 00h45 desta quarta-feira (11), e o velório será realizado na Igreja do Evangelho Quadrangular, na Rua da Paz, no bairro Belo Jardim 2.
O sepultamento está marcado para as 9h do mesmo dia, no Cemitério Morada da Paz. Israel expressou gratidão pela solidariedade recebida durante esse período difícil.
Lembranças de um jovem dedicado e esportista
Wesley é descrito pelo pai como um jovem muito trabalhador e inteligente, que começou a carreira de mecânico no Acre antes de aceitar uma proposta em Santa Catarina. "Sempre correu para conquistar as coisas dele desde cedo, super inteligente, gostava de trabalhar e teve a oportunidade de ser mecânico", detalhou Israel.
O acreano, que não era casado e não tinha filhos, amava praticar esportes, especialmente futebol, e valorizava o tempo com a família. "Quando viveu aqui entre nós, ele gostava muito de estar com a nossa família, com a avó dele, com os tios, com o pai, com a mãe", afirmou o pai.
Futuro interrompido e homenagem paterna
Israel revelou que Wesley planejava visitar a família em março deste ano e destacou o potencial profissional do filho. "O menino que tem uma profissão, excelente profissional e aonde ele ia chegar, aonde ele chegasse, ele teria o espaço dele no mercado de trabalho, um bom mecânico", declarou com orgulho.
A tragédia deixou a família despedaçada, mas as memórias de Wesley como um "menino de ouro" continuam vivas. A comunidade se une para apoiar os entes queridos nesse momento de luto e despedida.