Marinha dos Estados Unidos registra incidentes graves durante operação no Caribe
A Marinha dos Estados Unidos enfrentou dois incidentes significativos nesta semana durante suas operações no Caribe, onde mantém uma força naval substancial para combater o tráfico internacional de drogas. As ocorrências incluem a morte de um fuzileiro naval e uma colisão entre embarcações militares, destacando os riscos das missões na região.
Fuzileiro naval desaparece no mar após queda de navio
No início de fevereiro, o cabo de primeira classe Chukwuemeka Oforah, de apenas 21 anos, caiu do navio anfíbio USS Iwo Jima enquanto estava designado para operações no Caribe. Após uma extensa operação de busca e resgate que durou 72 horas, as autoridades militares declararam o jovem fuzileiro como morto. O incidente foi confirmado pelo Corpo de Fuzileiros Navais em um comunicado oficial, que expressou pesar pela perda.
O USS Iwo Jima faz parte do grupo de combate Iwo Jima, uma unidade estratégica da Marinha americana envolvida nas operações na região. A queda ocorreu em 7 de fevereiro, mas as informações só foram divulgadas publicamente nesta quinta-feira (12), após a conclusão das buscas.
Colisão entre navios durante reabastecimento em alto-mar
Em um incidente separado, o navio de guerra USS Truxton e o navio de apoio USNS Supply colidiram durante uma manobra de reabastecimento em alto-mar na quarta-feira (11). O Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas forças americanas na América Central e do Sul, confirmou o acidente, mas não especificou o local exato onde ocorreu.
Segundo o comunicado do Comando Sul, dois membros da tripulação sofreram lesões leves e se encontram em condição estável. Ambos os navios conseguiram continuar navegando com segurança após a colisão, mas o incidente está sob investigação para determinar as causas e possíveis responsabilidades.
Contexto das operações americanas no Caribe
O governo do ex-presidente Donald Trump mobilizou, desde agosto de 2025, uma grande força naval no Caribe com o objetivo principal de combater o tráfico internacional de drogas. Essa iniciativa tem envolvido ataques contra embarcações suspeitas de envolvimento com narcóticos e apreensões de petroleiros utilizados no comércio ilegal.
As operações também incluíram ações mais agressivas, como o ataque à Venezuela em 3 de janeiro, destinado a capturar o ditador Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, acusados de narcotráfico em Nova York. Apesar da intensidade das missões, baixas americanas na região têm sido relativamente incomuns, tornando os recentes incidentes ainda mais notáveis.
A presença militar dos Estados Unidos no Caribe continua a ser um ponto de tensão geopolítica, com críticas de alguns setores sobre a escalada de ações na área. As investigações sobre a morte do fuzileiro naval e a colisão dos navios devem fornecer mais detalhes sobre os desafios enfrentados pelas forças americanas em operações de alto risco.