A Marinha do Brasil lançou ao mar, nesta sexta-feira (24), a Fragata Tamandaré, considerada o navio de guerra mais moderno de toda a América Latina. A embarcação tem como missão principal reforçar a segurança na região amazônica, protegendo rios e litoral. Este é o primeiro de um total de oito novos navios previstos no programa de renovação da frota.
Características técnicas da Fragata Tamandaré
A Tamandaré F200, nomeada em homenagem ao Almirante Tamandaré, patrono da Marinha brasileira, possui 107 metros de comprimento e 20 metros de altura, com capacidade para abrigar 134 tripulantes. Seu armamento inclui duas metralhadoras calibre 12 mm, dois canhões — sendo o principal de 76 mm —, lançadores de mísseis e torpedos, além de espaço para um helicóptero no convés.
Tecnologia de ponta
O grande diferencial da fragata é sua tecnologia de última geração. Equipada com radares e sensores capazes de detectar ameaças no ar, na superfície e debaixo d'água, a embarcação também possui sistema stealth, que reduz sua assinatura térmica e dificulta a detecção por equipamentos inimigos. A estrutura externa conta com ondulações que minimizam a reflexão de ondas de radar. "Diversos sistemas são operados de forma remota, o que possibilita ter uma tripulação pela metade, hoje, das fragatas que compõem a força", destacou o comandante Gustavo Cabral Thomé.
Construção e investimento
A Fragata Tamandaré custou aproximadamente R$ 3 bilhões e foi construída em dois anos, no estaleiro de Itajaí, Santa Catarina, com mão de obra totalmente brasileira. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Alemanha. Atualmente, mais três unidades já estão em construção, com previsão de entrega até 2029. Após a cerimônia de lançamento, a Marinha e a empresa alemã assinaram um acordo para a aquisição de mais quatro fragatas do modelo F200, totalizando oito embarcações.
Importância estratégica
Essas fragatas são consideradas estratégicas para a proteção dos recursos naturais e da soberania nacional na Amazônia. "É absolutamente imprescindível que se tenha a capacidade de monitoramento e de proteção dos recursos que essa área abriga. Além de ser central para o desenvolvimento do Estado", afirmou o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen.



