Casal em momento romântico sofre atropelamento por embarcação turística em praia catarinense
Um casal que desfrutava de um passeio romântico em uma moto aquática foi surpreendido por uma colisão com um barco turístico que simula uma embarcação pirata na Praia Central de Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O incidente, registrado no domingo (15), ocorreu exatamente no momento em que os dois se beijavam, conforme relatou o piloto Giovani Chaikoski, de 32 anos, em entrevista.
Detalhes do acidente e condições dos envolvidos
Giovani, que é agricultor e costuma fazer passeios na região há aproximadamente quatro anos, explicou que havia parado a moto aquática em uma área que considerava tranquila para apreciar a paisagem. "Estamos ainda nos conhecendo. Na segunda de manhã eu já estava no meu trabalho. A moça teve que ficar uns dias afastada do trabalho dela por alguns machucados, mas estamos todos bem. Só danos materiais", afirmou ele sobre o estado do casal após o ocorrido.
A mulher, que preferiu não se identificar, sofreu ferimentos de maior gravidade e precisou ser transportada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber cuidados médicos. Enquanto isso, Giovani permaneceu no local aguardando a chegada das autoridades competentes para registrar oficialmente o caso.
Circunstâncias que levaram à colisão
O piloto descreveu que, no momento do acidente, o mar estava agitado, o que o levou a parar na entrada do canal, do outro lado da praia. "O som estava ligado, porém, em volume bem baixo. Quando estacionei, olhei se não vinha nenhum barco, algo assim, e achei tranquilo naquele momento. Aí, no momento de distração, quando avistei o barco, estava a uns metros de distância, aproximou rápido, não deu tempo de ligar o jet e sair. Não ouvimos buzinas nem nada", detalhou Giovani.
O episódio foi capturado tanto pela câmera frontal do barco pirata quanto por testemunhas que estavam na orla da praia. Nos registros, é possível ouvir pessoas tentando alertar a embarcação maior sobre a presença da moto aquática momentos antes do impacto.
Posicionamento das empresas envolvidas
O Grupo Barco Pirata emitiu uma nota explicando que a moto aquática estava fora do campo de visualização do condutor e que o tempo de resposta para manobras com embarcações de grande porte não é imediato, exigindo espaço e tempo consideráveis. A empresa afirmou estar notificando a Marinha do Brasil sobre o ocorrido e colaborando integralmente com as investigações.
Por sua vez, a empresa responsável pelo aluguel da moto aquática destacou que o condutor possuía habilitação adequada e toda a documentação em dia. A companhia assegurou que prestou assistência necessária aos clientes e já repassou informações à Marinha, que abriu uma investigação para apurar os fatos.
Investigação em andamento e contexto local
A Marinha do Brasil assumiu a responsabilidade de investigar a colisão, que aconteceu em uma área frequentemente utilizada por embarcações turísticas e veículos aquáticos, comuns em Balneário Camboriú, um dos principais destinos de lazer do litoral catarinense. As autoridades buscam determinar as causas exatas do acidente e avaliar possíveis medidas para prevenir incidentes similares no futuro.
Este caso chama a atenção para os riscos associados à circulação de diferentes tipos de embarcações em áreas de alta concentração turística, especialmente quando fatores como distração e condições do mar podem influenciar na segurança dos envolvidos.
