Bombeiros suspendem operação após quatro dias sem localizar menino desaparecido em naufrágio
O Corpo de Bombeiros do Acre encerrou oficialmente, às 17h desta terça-feira (21), as buscas pelo menino de 4 anos que desapareceu após o naufrágio de uma embarcação no Rio Purus, em Santa Rosa do Purus, no interior do estado. A operação, que começou na última sexta-feira (17), durou quatro dias intensos e não conseguiu localizar a vítima, apesar dos esforços de nove bombeiros especializados.
Condições adversas do rio impedem sucesso da missão
O sargento Jorgeano Cândido da Conceição, em entrevista ao g1, explicou que fatores ambientais foram determinantes para a difícil decisão de encerrar as buscas. A forte correnteza do Rio Purus, combinada com o nível elevado das águas e a baixa visibilidade subaquática, criaram um cenário extremamente desafiador para as equipes de resgate.
"Infelizmente não foi possível localizar o corpo devido às condições do rio. Temos que lidar com a falta de visibilidade e demais dificuldades que podem aparecer nesse tipo de ocorrência", lamentou o militar, destacando que todas as técnicas disponíveis foram empregadas sem sucesso.
Detalhes do trágico acidente na madrugada de sexta-feira
O naufrágio ocorreu por volta das 3h da madrugada de sexta-feira (17), quando a embarcação, que estava ancorada na margem do rio, se desprendeu inexplicavelmente e acabou afundando. Segundo informações repassadas ao Corpo de Bombeiros, as pessoas estavam dormindo na margem quando o acidente aconteceu.
A criança estava dormindo em uma rede dentro do barco, enrolada com uma coberta, e a família não conseguiu retirá-la a tempo quando a embarcação começou a afundar. "Eles não sabem o motivo do barco ter se soltado da margem e descido o rio, vindo a afundar em um determinado momento", detalhou o sargento Jorgeano.
Técnicas empregadas durante os quatro dias de buscas
A operação de busca foi extensa e utilizou múltiplas abordagens:
- Buscas superficiais cobrindo um perímetro de até 30 quilômetros do local do acidente
- Buscas submersas em áreas prioritárias identificadas pelas equipes
- Uso de garateia, uma espécie de âncora especializada para localizar objetos no fundo do rio
No terceiro dia de operação, foram encontrados pertences da criança, incluindo a rede junto ao toldo da embarcação, a aproximadamente 32 quilômetros do ponto inicial do afogamento. Este achado, no entanto, não levou à localização do menino.
Respeito às forças da natureza e limitações operacionais
O sargento Jorgeano enfatizou que todas as técnicas possíveis foram empregadas dentro das limitações impostas pelas condições naturais. "Desde já informo que todas as técnicas possíveis da nossa parte, respeitando as condições e limitações referente à força da natureza, foram empregadas, no entanto sem êxito", afirmou o bombeiro.
A decisão de encerrar as buscas foi tomada após avaliação cuidadosa das equipes, considerando os riscos envolvidos e a probabilidade decrescente de sucesso diante das adversidades persistentes do Rio Purus.



