A cidade de Lagoinha, localizada no interior de São Paulo, promove neste sábado (25) um mutirão de vacinação contra a febre amarela, após a confirmação de duas mortes pela doença no município. A ação ocorre das 8h às 14h, na Praça da Matriz, e é aberta a toda a população.
Ampliação da campanha após óbitos
A prefeitura ampliou a campanha de imunização depois que dois moradores da zona rural, sem histórico de vacinação, faleceram. As vítimas residiam nos bairros Santa Rita e Canta Galo. Uma delas morreu no dia 3 de abril e a outra no dia 12. Além disso, há um paciente internado com suspeita da doença.
Intensificação da vacinação
Após a confirmação dos casos, a prefeitura intensificou a vacinação na cidade, com busca ativa de moradores não imunizados e ampliação do horário da sala de vacinação, que passou a funcionar das 7h às 19h, sem interrupção. De acordo com a Secretaria de Saúde, a cobertura vacinal em Lagoinha é de apenas 37,72%, bem abaixo da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
Outras imunizações e serviços
No mesmo local e horário, também será realizada a campanha de imunização contra a influenza para públicos prioritários, como crianças, idosos, gestantes, profissionais da saúde e professores. Durante o mutirão, equipes de saúde vão orientar a população sobre prevenção de doenças como dengue e cuidados com a saúde do idoso. Alunos de medicina da Unitau oferecerão serviços gratuitos, como aferição de pressão, teste de glicemia e avaliação corporal.
Situação na região
No Vale do Paraíba, o primeiro registro de morte por febre amarela em 2026 foi confirmado em 16 de abril, em Cunha. A Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela, transmitida por mosquitos infectados e que não passa de pessoa para pessoa. Em todos os casos registrados neste ano no estado, os pacientes não estavam vacinados. Segundo dados da Vigilância Epidemiológica, a região registra cinco casos confirmados da doença em 2026, com três mortes, representando uma taxa de letalidade de 60%.



