Menina de 11 anos morre após ficar com a cabeça presa em janela, em Itumbiara
A mãe da menina de 11 anos, que faleceu depois de ficar presa na janela de casa, descreveu a filha como carinhosa, amorosa e uma criança simples. "Minha menina, meu tudo", escreveu a mãe em uma homenagem postada nas redes sociais. De acordo com o Corpo de Bombeiros, Ana Cecília ficou presa na janela do banheiro de casa, em Itumbiara, no sul de Goiás.
Sonho realizado e personalidade marcante
Tais Oliveira, mãe de Ana Cecília, disse à repórter Letícia Fiuza que a filha tinha o sonho de conhecer a praia e ela levou a menina para realizar esse desejo há dois anos. Ana é descrita como uma criança que gostava de se maquiar e era carinhosa com todos. "Ana Cecília era amorosa, carinhosa com todos os colegas. Criança simples, feliz, adorava maquiar, perfumes e os looks, como ela dizia. Eu fiz de tudo por ela", contou Tais.
Segundo a postagem que Tais fez, a filha era tudo que ela tinha e que se dedicou a ela em tudo. "Meu amor, minha vida", escreveu. "Minha menina, meu tudo, 11 anos. Deus me emprestou você, sim, porque foi algo tão sem explicação; prefiro entender assim. Eu olho, a sensação é: você vai chegar; a sensação é esperando você chegar, não que se foi. Esses 11 anos foram dedicados a você", diz a postagem.
Detalhes do acidente
No sábado (11), Ana Cecília, de 11 anos, morreu depois de ficar com a cabeça presa na janela do banheiro de casa, em Itumbiara, no sul de Goiás. Segundo o Corpo de Bombeiros, a criança usava um tamborete para alcançar o vitrô quando o apoio escorregou e ela ficou pendurada pelo pescoço.
Equipes de resgate foram acionadas, mas a morte foi confirmada ainda no local, com apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com o Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi asfixia. A informação foi confirmada ao repórter Rodrigo Melo, do jornal O Popular.
Hábito que terminou em tragédia
Ao O Popular, o sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Tizzo explicou que a menina tinha o hábito de subir em um tamborete para conversar com outras crianças pela janela. Segundo ele, ao escorregar, a criança ficou presa pelo pescoço e não conseguiu se soltar.
"Tinha um pedaço de vidro lá. [Ela] não conseguiu, talvez, levantar o corpo por causa do vidro. E a gente não sabe também se a morte foi instantânea", explicou o sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Tizzo.
Comoção na comunidade
Fabrício destacou que a morte da menina causou comoção entre os populares e membros da equipe de resgate. Nas redes sociais, a Escola Municipal Alexandre Arcipretti, onde a menina estudava, lamentou a morte.
Em nota, a unidade destacou que a comunidade escolar está abalada e descreveu a aluna como uma criança alegre e espontânea. A tragédia serve como um alerta para os perigos de acidentes domésticos envolvendo crianças e janelas, especialmente em situações onde há objetos instáveis que podem ser usados como apoio.



