Mãe sofre queimaduras graves ao tentar apagar incêndio em casa no Noroeste de Minas
Uma mãe, de 45 anos, teve aproximadamente 60% do corpo queimado ao tentar combater um incêndio que ocorreu em sua residência na quinta-feira, dia 9 de janeiro, no bairro Itaipu, em João Pinheiro, localizado no Noroeste de Minas Gerais. O incidente deixou a sala da casa totalmente destruída e causou danos significativos à estrutura do imóvel.
Início do incêndio e ação rápida da família
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, um dos filhos da mulher, de 10 anos, estava dormindo em um sofá quando acordou com o móvel em chamas. Até o momento, as autoridades não conseguiram determinar a causa exata do início do fogo. Ao perceber que as chamas se alastravam rapidamente, o menino agiu com prontidão, colocando seu irmão de 3 anos em segurança fora da casa.
Em seguida, ele retornou ao interior da residência junto com a mãe, na tentativa de evitar que o incêndio se espalhasse ainda mais. A preocupação da família era particularmente intensa, pois esta não era a primeira vez que a casa era atingida por um incêndio. Em setembro de 2024, a residência já havia sido incendiada devido a um curto-circuito, ocasião em que a família perdeu todos os seus pertences.
Resgate perigoso e danos estruturais
Durante a tentativa de apagar as chamas do sofá, a mãe e o filho acabaram presos no interior da casa, em uma situação de extremo perigo. Felizmente, um vizinho que passava pelo local percebeu a gravidade da situação e agiu rapidamente. Ele arrombou uma janela da residência e conseguiu retirar os dois do imóvel em chamas, salvando suas vidas.
Os bombeiros relataram que, além da sala ter ficado completamente destruída, parte do telhado de dois quartos da casa cedeu devido à intensidade do fogo. As imagens divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram os estragos extensos, com móveis carbonizados e estruturas comprometidas, evidenciando a violência do incêndio.
Estado de saúde e atendimento médico
Segundo os bombeiros, ao chegarem ao local, a mãe e o filho já haviam sido levados por moradores até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de João Pinheiro. O menino de 10 anos não sofreu ferimentos graves durante o incidente, mas a mãe apresentou queimaduras extensas, com 60% do corpo afetado.
As autoridades ainda não conseguiram confirmar se a mulher se queimou ao tentar proteger o filho durante o combate às chamas. O estado de saúde dela não foi divulgado oficialmente, mas a gravidade das queimaduras indica a necessidade de cuidados médicos intensivos e especializados.
Este caso ressalta os riscos de incêndios domésticos e a importância de medidas preventivas, especialmente em residências que já passaram por episódios semelhantes. A comunidade local tem demonstrado solidariedade, enquanto as investigações continuam para esclarecer as causas exatas do incêndio.



