Juíza morta após coleta de óvulos é enterrada em Mogi das Cruzes
Juíza morta após coleta de óvulos é enterrada em Mogi

A juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, foi enterrada na manhã desta sexta-feira (9) no Cemitério da Saudade, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ela faleceu na quarta-feira (6) após sofrer uma hemorragia decorrente de um procedimento de coleta de óvulos para fertilização in vitro em uma clínica de reprodução assistida. O velório ocorreu na quinta-feira (8) na Primeira Igreja Batista, em César de Sousa.

Despedida emocionada

Antes do sepultamento, a cerimônia de despedida foi marcada por forte emoção. A mãe e a irmã da juíza choraram intensamente durante o velório. Na capela do cemitério, o caixão foi reaberto para uma última despedida. Muito abaladas, mãe e irmã deixaram o local abraçadas.

Investigação em andamento

O boletim de ocorrência foi registrado como morte suspeita e morte acidental. A Polícia Civil investiga se a morte foi causada por complicações médicas relacionadas ao procedimento ou por possível falha no atendimento. A Vigilância Sanitária encontrou irregularidades na clínica após a morte da juíza.

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Nota da clínica

A Clínica Invitro Reprodução Assistida informou, em nota, que a equipe médica adotou imediatamente os protocolos técnicos desde os primeiros sinais de intercorrência e prestou atendimento emergencial. A paciente foi encaminhada a um hospital com acompanhamento da equipe e do médico responsável. A clínica ressaltou que todo procedimento cirúrgico possui riscos inerentes e que atua dentro das normas técnicas e regulatórias.

O que diz o hospital

O Hospital e Maternidade Mogi Mater informou que a paciente deu entrada na tarde de segunda-feira (4), levada pela mãe, com quadro de hemorragia aguda. Foi atendida no pronto-socorro e encaminhada à UTI. Todas as medidas cabíveis foram adotadas, mas ela não resistiu.

Cronologia dos fatos

Segundo o boletim de ocorrência, Mariana realizou a coleta de óvulos na manhã de segunda-feira (4). Recebeu alta por volta das 9h e foi para casa, mas começou a sentir fortes dores e sensação de frio. A mãe a levou de volta à clínica por volta das 11h. No retorno, Mariana inicialmente achou que havia urinado nas roupas, mas a equipe constatou hemorragia vaginal. O médico fez uma sutura para conter o sangramento. Ela foi transferida para o Mogi Mater às 17h, diretamente para a UTI. Na terça-feira (5), passou por cirurgia às 21h. Na madrugada de quarta, sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e morreu às 6h03.

Sonho de ser mãe

A mãe, Marilza Francisco, contou que a filha decidiu congelar óvulos porque sonhava em ser mãe. “Ela ficou com medo de envelhecer. Queria ter uma poupança. Na hora que tivesse a vida mais organizada, queria ter um filho”, afirmou. Segundo Marilza, a filha perdeu cerca de dois litros de sangue, informação repassada pela equipe médica.

Trajetória da juíza

Mariana era natural de Niterói (RJ) e tomou posse como juíza no Rio Grande do Sul em dezembro de 2023. Atuava na Vara Criminal da Comarca de Sapiranga, na Região Metropolitana de Porto Alegre. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte e decretou luto oficial de três dias. A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (AJURIS) manifestou profundo pesar.

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