O 1º tenente da Polícia Militar do Tocantins, Gedilson José de Lima Santos, de 45 anos, foi homenageado pelo Colégio Militar Unidade XV, Jorge Humberto Camargo, onde atuava como coordenador disciplinar. Ele morreu no último domingo (3) após mais de um mês internado, vítima de um acidente doméstico com óleo quente enquanto fritava peixe em Araguaína, norte do Tocantins.
Trajetória e legado
Natural de Marechal Deodoro (AL), Gedilson serviu ao Exército em Brasília antes de ser aprovado em concurso para soldado em Palmas. Ao longo de 20 anos na PM, ele se destacou como trompetista na banda de música da corporação. Com o fim das atividades da banda em Araguaína, passou a atuar no colégio militar, onde conquistou o carinho de alunos e servidores.
A diretora da unidade, coronel Allana Lopes, destacou a personalidade do oficial: “Um homem de bom caráter, boa índole. Tinha o carinho e o amor de todos os alunos da escola, e todos os servidores gostavam dele”.
Vida pessoal e família
Casado há 15 anos com Daine Teles, Gedilson era pai de três filhos: Maria Luísa, de 11 anos; Bruna Luísa, de 8; e Gedilson Júnior, de 6. “Um marido excelente, um pai exemplar e presente. Ele sempre cuidou muito bem da gente, era o nosso provedor”, relatou a esposa.
Além da carreira militar, ele era formado e pós-graduado em História e estava concluindo uma segunda faculdade na área de música, demonstrando sua busca constante pelo conhecimento.
O acidente
O acidente ocorreu enquanto Gedilson preparava peixe para fritar em casa. Ao retirar a panela do fogão, sofreu queimaduras graves. Transferido para o Hospital de Queimaduras em Anápolis (GO), passou 35 dias na UTI, mas não resistiu aos ferimentos.
Homenagens e despedida
O corpo será velado nesta terça-feira (5) na sala de música do Quartel da Polícia Militar, em Araguaína, e enterrado no Cemitério São Lázaro às 9h da quarta-feira (6). A esposa Daine desabafou: “Gedilson era um nordestino com uma história de vida incrível. Um homem honesto, maravilhoso e amado por todos. Ele amava muito a vida, a música, amava viver. Foi muito precoce. Passamos 35 dias na UTI, lutando com toda a força para que ele ficasse”.



