Empresário de Praia Grande morre após brincadeira fatal em piscina
Augusto Flávio Vargas de Oliveira, empresário de 47 anos residente em Praia Grande, no litoral paulista, faleceu na última segunda-feira (16) após participar de uma competição de fôlego na piscina de uma casa em Pedro de Toledo, interior de São Paulo. Conhecido carinhosamente como Guga por familiares e amigos, o empresário também presidia o time de futebol de várzea Cesac e deixou esposa, dois filhos (um homem de 27 anos e uma jovem de 15), pais e dois irmãos que residem na Irlanda.
Detalhes do acidente na piscina
De acordo com relatos familiares ao g1, Augusto participou de uma brincadeira onde os competidores tentavam permanecer o maior tempo possível submersos na água. Após a competição, quando já havia respirado fora d'água, o empresário resolveu dar mais um mergulho e não emergiu novamente. Familiares imediatamente iniciaram compressões cardíacas enquanto aguardavam o socorro especializado.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado para atender uma ocorrência de parada cardiorrespiratória, mas enfrentou dificuldades devido à distância e estrada de difícil acesso, chegando aproximadamente 10 minutos após o chamado. Os socorristas encontraram Augusto ao lado da piscina e utilizaram um desfibrilador automático externo (DEA) em tentativa de reverter a parada cardíaca.
O empresário foi transportado para um pronto-socorro onde recebeu atendimento intensivo por mais 40 minutos, mas não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada pela equipe médica.
Legado de alegria e união
A família descreve Augusto como uma pessoa intensa, generosa e que irradiava alegria por onde passava. Sua irmã Dayana relatou ao g1 que o empresário construiu um legado marcado pela capacidade de unir pessoas e se doar aos outros. "Ele era fantástico. Onde ele chegava, ele irradiava. Parece que ele sentia que iria partir cedo, porque ele vivia muito intensamente", afirmou emocionada.
Dayana, que não via o irmão há quatro anos e está grávida, compartilhou que sonhava em apresentar a filha ao tio. "Não terei o meu irmão para dar o amor dele em vida, mas eu sei que de certa forma ele vai estar junto com a gente sempre", declarou, acrescentando que Augusto sempre pedia para as pessoas celebrarem a vida em vez de chorarem.
Paixão pelo futebol e samba
A viúva Rita de Cássia Rodrigues de Oliveira, de 50 anos, relembrou que os principais hobbies do marido eram esporte e música. "A paixão dele era o futebol e o samba. Então ele sempre queria estar numa roda de samba, sempre queria escutar um samba, e a rotina dele era todo final de semana jogar bola", contou.
São-paulino fervoroso, Augusto havia assumido recentemente a presidência do time de várzea Cesac, clube onde cresceu e pelo qual nutria grande afeto. "Ele ficou muito feliz em ser presidente, estava arrumando todo o clube. Deixando o clube melhor para que todos pudessem ter acesso a uma sede legal. Ele fazia a diferença nas coisas porque ele fazia tudo com muita vontade, tudo que ele fazia era com amor e carinho", destacou Cássia.
Na adolescência, o empresário chegou a integrar grupos de samba e apresentava talento para diversos instrumentos musicais, incluindo percussão e teclado. Segundo familiares, Augusto valorizava especialmente os encontros com amigos e parentes, promovendo regularmente eventos para reunir as pessoas que amava.
Velório reuniu centenas de pessoas
Augusto Flávio Vargas de Oliveira foi velado e sepultado em Praia Grande na terça-feira (17), com cerimônia que reuniu centenas de pessoas no cemitério local, demonstrando o impacto que teve na comunidade. A família enfatiza que, apesar da dor da perda, busca forças na fé e na própria história de Guga, que viveu seus 47 anos com extraordinária intensidade e alegria.
"É como se um pedaço do coração tivesse sido arrancado", lamentou Dayana, enquanto ressaltava que o irmão fez muitos "irmãos de consideração e de alma" ao longo da vida devido aos fortes vínculos que construía com todas as pessoas que conhecia.