A defesa da médica-veterinária e influenciadora Raylane Diba Ferrari, presa em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, sustenta que ela não fabricava os produtos sob investigação, atuando apenas na revenda e divulgação em redes sociais. No entanto, vídeos analisados pela polícia mostram a própria veterinária aplicando uma substância em um frasco com o uso de uma seringa, o que reforça as suspeitas de manipulação irregular.
Versões conflitantes sobre o caso
O advogado de Raylane declarou que ela não possui conhecimento técnico sobre a composição dos produtos e não participou da fabricação. A defesa compara sua atuação à de influenciadores digitais que promovem itens já disponíveis no mercado. Contudo, as imagens obtidas pela polícia contradizem essa versão, mostrando a veterinária manuseando o produto e inserindo uma substância. Em um dos vídeos, ela afirma ter vendido mais de 20 mil unidades do xampu.
Investigação em andamento
A polícia investiga se houve manipulação irregular das substâncias e se a comercialização colocou consumidores em risco. Os produtos, de uso veterinário, eram vendidos para aplicação em humanos, principalmente nos cabelos, com promessas de benefícios estéticos. Durante a prisão, realizada no bairro Universitário, onde Raylane mantém um pet shop, foram encontrados indícios de alteração dos itens, além de mercadorias embaladas prontas para envio a clientes de diversas regiões.
Próximos passos legais
Raylane permanece presa e aguarda audiência de custódia, onde a Justiça decidirá se ela continuará detida ou responderá ao processo em liberdade. As investigações prosseguem com a análise dos produtos vendidos, identificação de possíveis vítimas e origem das substâncias utilizadas. O nível de participação da veterinária — se apenas divulgação ou também preparo dos produtos — é um dos principais focos da apuração.



