Menino de 2 anos foge de creche em SP e é resgatado por motorista de app após caminhar sozinho na rua
Criança de 2 anos foge de creche e é salva por motorista em SP

Menino de 2 anos escapa de creche municipal e é resgatado por motorista após caminhada perigosa em via movimentada

Um incidente grave envolvendo a segurança de crianças ocorreu na região de Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, no dia 3 de março. Um menino de apenas 2 anos conseguiu sair sozinho pelo portão da frente da creche municipal Elizebete Souza Lobo Garcia, localizada na Vila Ester, e caminhou aproximadamente 100 metros por uma rua movimentada antes de ser resgatado por um motorista de aplicativo que passava pelo local.

Cena de risco extremo capturada em imagens

Registros visuais do episódio mostram a criança, carregando uma mochila nas costas, caminhando desacompanhada pela via pública. Em determinado momento, o menino chega a entrar na frente de um automóvel em movimento, obrigando o condutor a desacelerar bruscamente e desviar para evitar um atropelamento. A cena ocorreu justamente no horário de saída das creches da região, quando o fluxo de veículos se intensifica significativamente na área.

Wesley Almeida dos Santos, o motorista de aplicativo que realizou o resgate, descreveu sua reação imediata ao perceber a situação perigosa: "Saí correndo, nem olhei pra um lado, nem pro outro. A intuição de pai a gente pensa que são nossos filhos. Aí peguei ele no colo, ele meio assustado. Eu falei 'cadê a mamãe?'. Ele falou 'a mamãe sumiu'", relatou emocionado.

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Busca pela origem da criança e descoberta da verdade

Após retirar o menino da rua, Wesley levou a criança até outra creche próxima, imaginando que ela pudesse ser aluno daquela unidade. No entanto, as funcionárias informaram que não reconheciam o menino. Foi somente após verificar o conteúdo da mochila que o motorista encontrou a agenda escolar que indicava a verdadeira origem da criança.

O retorno à creche de origem revelou uma postura inicial de negação por parte dos funcionários, que apenas posteriormente admitiram que o menino era realmente aluno da instituição e que havia ocorrido uma falha grave de segurança.

Versão da mãe e consequências emocionais

Letícia Monteiro, mãe do menino, contou que quando foi buscar o filho na creche, ninguém a informou sobre o ocorrido. Segundo seu relato, a escola apenas entrou em contato mais tarde, alegando que havia ocorrido uma confusão envolvendo outra criança com o mesmo nome.

"Quando a mãe dessa outra criança chegou para pegar o filho, meu filho achou que era ele, pegou a mochila e correu para o portão achando que era eu. O outro viu a mãe dele, saiu correndo pro portão e caiu e todo mundo foi socorrer ele. A escola deduz que foi nesse momento que meu filho saiu", explicou Letícia.

A mãe registrou um boletim de ocorrência e solicitou a transferência do filho para outra unidade educacional. Após assistir às imagens que mostram o menino caminhando sozinho na rua, ela expressou profunda preocupação: "É uma criança de dois anos e meio correndo no meio da rua. Tinha carros passando, desviando. Poderia ter acontecido mil e uma coisas".

As consequências emocionais do episódio têm sido significativas para a criança. "Ele acorda no meio da madrugada chorando, gritando, chamando 'mãe'. Agora ele foi transferido pra outra escola. Quando eu vou deixar ele, ele gruda no meu pescoço, chora, grita, não quer", descreveu a mãe, que espera que medidas efetivas sejam tomadas para evitar a repetição de situações similares.

Medidas institucionais e investigações em andamento

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar minuciosamente o caso. Entre as medidas imediatas anunciadas pela pasta estão:

  • Reforço dos procedimentos de segurança e monitoramento na creche envolvida
  • Remanejamento da permanência de profissionais em locais estratégicos durante os momentos de entrada e saída
  • Revisão completa dos protocolos de segurança nas unidades municipais

Já a Secretaria da Segurança Pública registrou o caso como abandono de incapaz e confirmou que diligências investigativas estão em andamento. Todos os envolvidos foram formalmente notificados para prestar depoimentos às autoridades competentes.

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O episódio levanta questões importantes sobre a supervisão em instituições educacionais para a primeira infância e a necessidade de protocolos rigorosos de segurança que garantam a integridade física e emocional das crianças sob responsabilidade do poder público.