Coleção de álbuns da Copa vira herança afetiva e mantém viva memória de avô
Coleção de álbuns da Copa vira herança afetiva em Americana

Uma coleção com mais de 450 álbuns de figurinhas, iniciada na infância por João Antonio Brenna, transformou-se em herança afetiva para seus netos em Americana (SP). O acervo, que inclui 15 álbuns completos de Copas do Mundo, mantém viva a memória do avô, falecido em janeiro de 2026 aos 73 anos.

Paixão que começou na infância

João começou a juntar figurinhas aos 7 anos, inspirado pela conquista do Brasil na Copa de 1958, na Suécia. Desde então, nunca parou. O álbum mais antigo é o da Copa de 1950, disputada no Brasil. Para ele, colecionar ia além do lazer: ensinava convivência, amizade, matemática e organização.

Legado para os netos

Os netos Enzo, Giovanna e Maria Julia continuam a tradição. Eles trocam figurinhas, cuidam do acervo e lembram com carinho dos momentos em família durante os jogos. “Cada álbum conta um pedaço da vida dele”, diz Enzo. A coleção nunca foi colocada à venda, apesar de ofertas.

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História e educação

João era professor de matemática e usava os álbuns para ensinar os netos a reconhecer números e países. Uma carta encontrada pela família relata sua trajetória e o impacto da Copa de 1958 no colecionismo. Antes das figurinhas adesivas, ele usava chiclete mascado e misturas caseiras de farinha com água para colar.

A família mantém o acervo como forma de preservar a memória do avô e a tradição que atravessou décadas.

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