Estudantes de Sorocaba pagam R$ 0,05 a mais no passe após reajuste tarifário
O reajuste de 20,45% no valor do transporte coletivo de Sorocaba, no interior de São Paulo, completou um mês nesta semana, mas estudantes que utilizam o serviço estão enfrentando uma cobrança indevida. Segundo a Urbes – Trânsito e Transportes, o valor correto do passe estudantil deveria ser de R$ 2,65, porém, as catracas estão efetuando a cobrança de R$ 2,70, uma diferença de cinco centavos por viagem.
Problema registrado em vídeo e impacto financeiro
A cobrança indevida foi registrada em vídeo por um estudante e enviada à TV TEM, mostrando claramente a discrepância entre o valor oficial divulgado pela prefeitura e pela Urbes e o que está sendo praticado. Na prática, essa diferença de R$ 0,05 por passagem representa um gasto extra significativo para os usuários.
Para quem utiliza o transporte duas vezes ao dia, o custo adicional diário chega a R$ 0,10. Considerando um mês com 22 dias letivos, o estudante acaba pagando R$ 2,20 a mais do que o determinado, onerando ainda mais o orçamento já afetado pelo recente reajuste tarifário.
Contexto do reajuste e falta de resposta
O problema na cobrança do passe estudantil ocorre exatamente um mês após o reajuste de mais de 20% na tarifa do transporte coletivo da cidade. Na ocasião, o passe social subiu de R$ 4,40 para R$ 5,30, e o vale-transporte foi ajustado de R$ 5,90 para R$ 7,10. O valor definido especificamente para os estudantes foi estabelecido em R$ 2,65, mas a implementação parece não estar seguindo essa determinação.
A TV TEM questionou a Urbes sobre o motivo da cobrança de R$ 2,70, mas até o momento da publicação desta reportagem, não obteve nenhum retorno ou explicação oficial. A falta de transparência e comunicação agrava a situação, deixando os estudantes sem esclarecimentos sobre quando a cobrança correta será restabelecida.
Implicações e preocupações
Essa cobrança indevida levanta sérias questões sobre a fiscalização e o controle das tarifas de transporte público em Sorocaba. Os estudantes, que já são um grupo vulnerável economicamente, são diretamente impactados por esses erros, que podem comprometer seu acesso à educação e mobilidade urbana.
Além disso, a situação evidencia a necessidade de maior atenção aos detalhes operacionais após reajustes tarifários, garantindo que os valores divulgados sejam fielmente aplicados. A comunidade aguarda uma posição da Urbes e da prefeitura para resolver o problema e evitar prejuízos futuros.
