Um vagão de um trem do serviço Expresso Aeroporto da CPTM descarrilou na noite deste sábado (2), na região da estação Engenheiro Goulart, na Zona Leste de São Paulo. Inicialmente, a companhia informou que havia uma falha operacional, mas depois confirmou o descarrilamento.
Problema técnico causa descarrilamento
Segundo a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o problema ocorreu por volta das 18h, quando o trem que seguia no sentido Aeroporto-Guarulhos apresentou falha no truque — estrutura que sustenta as rodas — devido a um problema técnico no aparelho de mudança de via. Os passageiros foram desembarcados ainda na via e caminharam até a estação Engenheiro Goulart acompanhados por equipes de segurança. Não há informações sobre feridos.
Impacto na circulação
Por causa da ocorrência, a circulação da Linha 12-Safira foi alterada e passou a operar em via única entre as estações Tatuapé e Comendador Ermelino, o que provocou aumento no intervalo entre os trens. Até a última atualização desta reportagem, os trens da Linha 12-Safira circulavam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre todas as estações. Ainda segundo a CPTM, o serviço Expresso Aeroporto, que liga a capital ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, foi suspenso.
Nota da CPTM
Em nota, a CPTM pediu desculpas pelos transtornos e informou que equipes de manutenção atuam no local para normalizar a operação.
Falhas recorrentes
Levantamento do SP2, da TV Globo, aponta que, desde 2020, ao menos 18 descarrilamentos foram registrados em linhas de trens de passageiros na região metropolitana. Segundo a TV Globo, a maioria dos 18 descarrilamentos registrados em linhas de trens de passageiros na região metropolitana ocorreu em linhas operadas pela iniciativa privada:
- Linha 8-Diamante (ViaMobilidade): 9 casos
- Linha 9-Esmeralda (ViaMobilidade): 4 casos
- Linha 7-Rubi (CPTM): 2 casos
- Linha 11-Coral (CPTM): 1 caso
- Linha 5-Lilás (ViaMobilidade): 1 caso
- Linha 4-Amarela (ViaQuatro): 1 caso
Especialistas alertam que esse tipo de ocorrência é considerado grave. “Esses acidentes não devem ser corriqueiros sob hipótese alguma. O risco tem que ser reduzido ao máximo, próximo de zero, e isso só se consegue com manutenção frequente”, afirmou o professor Fernando Cesar Ribeiro, da FEI.



