Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o presidente do Sindicato dos Policiais Penais de Goiás (Sinsep), Maxsuell Miranda das Neves, desferindo um soco no presidente da Associação dos Policiais Penais do Estado de Goiás (Asspego), Adalto Nunes. O incidente ocorreu na quarta-feira (20), antes de uma reunião no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, em Goiânia.
Motivação da agressão
De acordo com Maxsuell, a agressão foi uma reação em defesa de dois policiais que o acompanhavam. Ele afirmou que Adalto teria dado um tapa e uma cabeçada nos policiais após ser solicitado a assinar um documento que exigia prestação de contas das finanças da associação. "Aí ele ficou alterado com o que estava pedindo o documento para ele assinar e também com o que estava filmando. Aí, ele foi em direção ao que estava filmando e deu uma cabeçada no rosto. O outro policial tirou ele. Ele foi em cima do outro, que era menor, um tapa na cabeça e no rosto dele", relatou Maxsuell.
Versão de Adalto
Em um vídeo gravado por ele mesmo, Adalto confirmou que a confusão começou por causa do documento. "Os caras vieram aqui me entregar um documento. Eu estou falando que não vou assinar enquanto eu não tiver oportunidade de ler. O cara me deu um murro na boca. (...) Olha a vergonha que a Polícia Penal passou", disse.
Reação e justificativa
Questionado sobre arrependimento, Maxsuell afirmou que agiu em legítima defesa de terceiros. "Eu considero que agi em legítima defesa de terceiros. Inclusive, um dos policiais agredidos tinha saído há 15 dias da UTI, teve um princípio de AVC. Ele é muito meu amigo e eu saí em defesa dele", justificou. Ele reconheceu que a relação com Adalto não é amistosa, mas lamentou o ocorrido: "A gente não tem muita amizade, não. Então, ocorreu uma situação que não deveria ter ocorrido. Ele agrediu dois policiais que estavam comigo e eu acabei agredindo também".
Posicionamento do Governo
O Governo de Goiás emitiu nota informando que o desentendimento foi motivado por uma rixa antiga entre os dois e que os seguranças do Palácio encerraram o confronto, prestando assistência. A nota ressalta que nenhum dos envolvidos atua no Centro Administrativo e que o fato não tem relação com a administração estadual.
Desdobramentos legais
Maxsuell informou que registraria o caso na 1ª Delegacia de Polícia de Goiânia na quinta-feira (21). A Polícia Civil foi questionada sobre um possível registro de ocorrência por parte de Adalto, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.



