Rio de Janeiro estabelece normas para veículos elétricos após tragédia na Tijuca
Exatamente uma semana após o acidente que vitimou mãe e filho na Tijuca, a Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, na manhã desta segunda-feira (7), novas regras para a circulação de equipamentos elétricos de micromobilidade. O anúncio foi feito pelo prefeito Eduardo Cavaliere durante entrevista coletiva no Centro de Operações e Resiliência (COR), localizado na região central da cidade.
Falta de regulamentação local gerava insegurança
Apesar de existir uma resolução nacional desde 2023 que estabelece diretrizes para esses veículos, o município do Rio ainda não havia definido como essas normas seriam aplicadas localmente. Essa lacuna regulatória impedia a fiscalização efetiva e a aplicação de multas, criando um cenário de insegurança tanto para condutores quanto para pedestres.
O vácuo normativo se tornou ainda mais evidente após o trágico acidente que resultou na morte de Emanoelle Farias, de 40 anos, e seu filho Francisco Farias Antunes, de apenas 9 anos. As vítimas foram atropeladas por um ônibus na Rua Conde de Bonfim, levando o prefeito a prometer medidas mais rigorosas para a circulação de bicicletas elétricas na capital fluminense.
Crescimento acelerado exige organização urgente
Segundo a administração municipal, as novas medidas têm como objetivo principal organizar a circulação desses veículos e aumentar a segurança viária. Este movimento se torna especialmente necessário diante do crescimento exponencial no número de bicicletas elétricas e outros equipamentos de micromobilidade nas ruas do Rio.
Nos últimos anos, a presença desses veículos – e consequentemente o número de acidentes envolvendo eles – aumentou significativamente em diversos espaços urbanos:
- Ciclovias existentes
- Calçadas destinadas a pedestres
- Vias públicas movimentadas
Esta expansão tem gerado preocupação constante entre diferentes grupos de usuários das vias públicas:
- Pedestres que se sentem vulneráveis em calçadas
- Motoristas que enfrentam novos desafios no trânsito
- Ciclistas tradicionais que compartilham espaços com veículos mais rápidos
Desafios específicos da micromobilidade elétrica
Os principais pontos de preocupação destacados por especialistas incluem:
A velocidade elevada de alguns equipamentos, que muitas vezes supera a capacidade de reação de outros usuários das vias. Além disso, a ausência de regulamentação específica para o contexto carioca criava um ambiente propício para comportamentos de risco e infrações.
A implementação das novas regras representa um passo importante para equilibrar a inovação na mobilidade urbana com a segurança pública. A expectativa é que a normatização local permita uma fiscalização mais eficiente e contribua para reduzir os índices de acidentes envolvendo estes veículos em toda a cidade.



