Um policial militar reformado, de 58 anos, morreu na noite deste domingo (26) após atirar contra uma distribuidora de bebidas no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O ataque resultou também na morte de um funcionário do estabelecimento e deixou o proprietário ferido.
Detalhes do ocorrido
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o agente foi baleado por colegas que chegaram ao local para conter a situação. O policial não estava em serviço e, segundo testemunhas, já tinha desentendimentos com o dono do estabelecimento por causa de som alto.
Atendimento da ocorrência
Equipes foram acionadas por volta das 22h30 após relatos de disparos de arma de fogo na região. Ao chegarem à Rua Groelândia, os militares se depararam com o policial, identificado como Ricardo Dias de Jesus, saindo de uma residência armado com duas pistolas e apontando para a distribuidora em frente.
Os policiais ordenaram que ele largasse as armas e se rendesse, mas ele ignorou e atirou contra pessoas que estavam na porta do comércio. Diante do risco, os militares reagiram e atiraram para proteger os civis. Ricardo foi atingido e caiu ao chão, mas ainda tentou efetuar novos tiros.
Socorro e vítimas
Após confirmarem que não havia mais ameaças, os policiais socorreram Ricardo e as vítimas até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, onde foi constatada a morte do policial e de José Ednei dos Santos, de 27 anos, funcionário da distribuidora e natural de Sergipe. Ele trabalhava no local há quatro meses.
O proprietário da distribuidora, José Geraldo, também foi atingido por um tiro no quadril, mas seu estado de saúde é estável.
Contexto do crime
Segundo testemunhas, não houve briga no estabelecimento no dia do crime, embora familiares do policial relatem que ele já havia tido desentendimentos anteriores com o comerciante por causa de som alto. Familiares de Ricardo informaram ainda que ele discutiu com a esposa momentos antes do ataque.
Investigação
A Polícia Militar recolheu as armas usadas pelo policial, uma registrada em nome dele e outra da corporação, e encaminhou o caso para investigação pela polícia judiciária militar. A PMMG informou que acompanha o caso e que todas as providências legais estão sendo tomadas.



