Piloto aborta pouso em Santa Maria por ventania e retorna a Porto Alegre
Piloto aborta pouso em Santa Maria por ventania

Na tarde desta quinta-feira (7), um voo que partiu de Porto Alegre com destino a Santa Maria não conseguiu pousar no aeroporto da cidade devido às fortes condições de vento. A aeronave, que transportava 51 passageiros, precisou retornar à capital gaúcha após o piloto optar por abortar a manobra de aterrissagem.

Decisão por segurança

De acordo com informações oficiais, a decisão foi tomada exclusivamente por questões de segurança. O comandante avaliou que as condições meteorológicas no momento da aproximação não eram ideais para o pouso. Com isso, realizou o procedimento conhecido como arremetida, que consiste em interromper a descida e ganhar altitude novamente para retornar ao nível de cruzeiro.

Além dos 51 passageiros que estavam a bordo, outros 42 aguardavam em Santa Maria para embarcar no voo de volta para Porto Alegre. Com a impossibilidade de pouso, os passageiros que já estavam no destino final seguiram para a cidade de ônibus, conforme planejado pela companhia aérea.

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Fenômeno meteorológico

O Aeroporto de Santa Maria informou que o evento foi causado por um fenômeno meteorológico chamado wind shear, caracterizado por mudanças bruscas na direção e/ou intensidade do vento em curtas distâncias. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o wind shear pode ocorrer em qualquer fase do voo, mas é mais perigoso em baixas altitudes, especialmente durante aproximação, pouso e decolagem, quando a aeronave tem menos tempo e espaço para manobrar. Nessas situações, o reconhecimento do fenômeno e a tomada de decisão precisam ser quase imediatos.

Procedimento padrão

O superintendente do Aeroporto de Santa Maria, Aleques Machado Martins, afirmou que não houve nenhuma ocorrência fora do padrão durante a tentativa de pouso. Ele explicou que a arremetida foi preventiva e é uma decisão comum na aviação quando as condições não são consideradas seguras.

No momento da aproximação, o aeroporto registrava ventos entre 33 km/h e 40 km/h, o que levou o piloto a optar por não finalizar o pouso. "Foi uma decisão exclusivamente por precaução. O vento estava forte, e o piloto entendeu que o mais seguro era não pousar em Santa Maria", disse Martins. Ele ressaltou que não houve incidente nem situação de risco. A aeronave chegou a tocar a pista, acelerou novamente, ganhou potência e subiu até retomar o nível de cruzeiro, seguindo de volta para Porto Alegre.

Ventos comuns na região

Conforme o superintendente, ventos fortes do quadrante norte são comuns na cidade de Santa Maria. Nessas situações, é esperado que existam restrições ou mesmo a possibilidade de abortar o pouso, dependendo da avaliação do comandante da aeronave. A decisão do piloto foi amplamente elogiada por priorizar a segurança dos passageiros e da tripulação.

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