Mulher de 56 anos perde a vida após ser atropelada por ônibus na Avenida Nove de Julho
Uma tragédia marcou a noite de terça-feira (21) na Zona Sul de São Paulo, quando uma mulher de 56 anos foi atropelada por um ônibus na movimentada Avenida Nove de Julho, no bairro do Jardim Paulista. O acidente ocorreu próximo à Rua João Cachoeira, resultando no falecimento imediato da vítima, conforme constataram as equipes de resgate que atenderam ao local.
Motorista relata pontos cegos e ausência de percepção do impacto
O motorista do coletivo, que trabalha há aproximadamente um ano na Viação Gatusa e operava na linha 6200 – Terminal Santo Amaro, contou que havia saído do Terminal Bandeira e seguia em direção ao bairro. Após realizar o embarque de passageiros em um ponto próximo, ele iniciou o deslocamento, mas foi interrompido por gritos de pessoas do lado de fora pedindo que parasse. "Imediatamente, parei o ônibus e desci, encontrando a vítima caída ao lado direito do veículo", relatou.
O condutor destacou a existência de diversos pontos cegos no ônibus e afirmou que não viu qualquer obstáculo ao começar a andar, nem percebeu impacto ou ruído durante o acidente. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para ingestão de álcool, conforme protocolo policial.
Cobrador confirma versão e testemunha descreve cena chocante
O cobrador do ônibus corroborou a narrativa do motorista, afirmando que, quando o veículo partiu, várias pessoas começaram a bater na lateral pedindo para parar. Ele também não notou colisão ou anormalidade no trajeto. Uma testemunha que estava em uma barraca de frutas nas proximidades forneceu um relato detalhado: "Vi quando a vítima correu em direção à rua, se agachou e abaixou a roupa, aparentemente para urinar, momento em que foi atingida pelo coletivo".
Investigação policial e possibilidade de vítima em situação de rua
Policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e preservaram a área até a chegada das equipes de perícia. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor no 14º Distrito Policial (Pinheiros). A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que, até o momento, não há elementos que indiquem condução imprudente, negligente ou imperita por parte do motorista.
Exames periciais foram requisitados, e diligências seguem em andamento para esclarecer completamente os fatos. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), e nenhum parente foi localizado, o que pode sugerir que se tratava de uma moradora em situação de rua, acrescentando uma camada de tristeza ao incidente.
As investigações continuam para determinar as circunstâncias exatas do atropelamento, enquanto a comunidade local reflete sobre os riscos do trânsito urbano e a vulnerabilidade de populações desassistidas.



