Mulher declarada morta após atropelamento em Bauru é reanimada 30 minutos depois
Mulher declarada morta em atropelamento é reanimada em Bauru

Mulher atropelada em Bauru é declarada morta e reanimada meia hora depois

Um caso chocante de erro médico ocorreu em Bauru, no estado de São Paulo, envolvendo uma mulher de 29 anos que foi atropelada e declarada morta, apenas para ser reanimada trinta minutos depois. O incidente, que aconteceu no último domingo, 18 de janeiro, na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), está sob investigação da prefeitura local, que já afastou a médica responsável pelo primeiro atendimento.

Detalhes do acidente e atendimento inicial

Fernanda Cristina Policarpo foi vítima de um atropelamento grave na SP-294. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local e, após avaliação, declarou a jovem como morta. Conforme protocolo, o corpo foi coberto com papel alumínio e deixado na estrada, aguardando o recolhimento pelo Instituto Médico Legal (IML). No entanto, em um reviravolta surpreendente, um médico socorrista da concessionária que administra a rodovia chegou ao local cerca de trinta minutos depois e conseguiu reanimar a vítima.

Estado de saúde e tratamento hospitalar

Após a reanimação, Fernanda foi levada em estado grave para o Pronto-Socorro Central de Bauru, uma unidade de saúde municipal. Posteriormente, ela foi transferida para o Hospital de Base de Bauru, gerido pela Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp). Segundo o último boletim médico, emitido às 11h15 desta terça-feira, a paciente está recebendo cuidados intensivos na UTI devido a um politrauma grave, que inclui traumatismos e múltiplos ferimentos.

A equipe médica iniciou a redução gradual dos sedativos para permitir que Fernanda desperte sob monitoramento constante. Além disso, os profissionais estão realizando o desmame da ventilação mecânica para avaliar a possibilidade de extubação. Até o momento, não há previsão de melhora significativa ou alta hospitalar, destacando a gravidade do seu estado.

Relato emocionado da mãe e questionamentos

A mãe da vítima, Adriana Roque, compartilhou um relato angustiante sobre o momento em que chegou ao local do acidente. "Na hora em que eu vi a minha filha estirada no asfalto, já coberta com aquele papel alumínio, eles falaram para mim que eu não podia chegar perto, falaram que infelizmente minha filha já estava morta, sem vida. Eu queria ver, mas eles não deixavam", disse Adriana. Ela ainda expressou sua frustração com o atendimento inicial: "Eu acho que deviam ter feito coisas antes, eles tinham a possibilidade de não deixar ficar tão grave", completou, sugerindo que medidas mais eficazes poderiam ter sido tomadas para evitar o agravamento do estado da filha.

Investigação e medidas administrativas

Em resposta ao ocorrido, a prefeitura de Bauru emitiu uma nota informando que instaurou uma investigação técnica para apurar os fatos relacionados ao atendimento do Samu. O objetivo é entender como uma vítima que posteriormente foi reanimada pôde ser declarada morta inicialmente. Como medida administrativa preventiva, a gestão municipal decidiu afastar a médica que realizou a declaração de morte, até que a apuração seja concluída. Essa ação visa garantir a transparência e responsabilidade no caso, que tem gerado preocupação pública sobre a qualidade dos serviços de emergência.

O caso ressalta a importância de protocolos rigorosos e treinamento contínuo para equipes de socorro, especialmente em situações de alto risco como acidentes de trânsito. Enquanto Fernanda luta pela vida na UTI, a comunidade aguarda os resultados da investigação para esclarecer as falhas no atendimento e prevenir futuros incidentes semelhantes.