Motorista é indiciado por arrastar motociclista após discussão no trânsito em Santos, SP
Um motorista de 53 anos foi indiciado pela Polícia Civil por lesão corporal dolosa após arrastar uma motociclista por aproximadamente 40 metros com seu carro em Santos, no litoral de São Paulo. O inquérito policial já foi encaminhado ao Ministério Público para análise e possíveis medidas legais.
Detalhes do incidente e versão da vítima
A motociclista Thamyres Iannuzzi, de 27 anos, relatou ao g1 que o incidente ocorreu no dia 26 de novembro de 2025, enquanto ela estava parada em um semáforo na Avenida Senador Pinheiro Machado. Segundo seu depoimento, o motorista, que estava na faixa da esquerda, teria mudado de direção sem sinalizar e atingido sua moto.
Thamyres afirmou que, após a colisão, foi agredida e xingada pelo condutor. Ela tentou fotografar a placa do veículo e, ao perceber a presença de uma passageira, tentou entrar no carro para pedir que a mulher aguardasse a chegada da Polícia Militar. No entanto, foi empurrada para fora pelo motorista.
Em seguida, conforme o relato da vítima, o agressor entrou no carro, segurou seu braço e acelerou, arrastando-a por cerca de 40 metros. “Fiquei entre me equilibrar na porta, correr e soltar meu braço que ele segurava enquanto acelerava”, descreveu Thamyres. Uma testemunha registrou a ação em vídeo, que foi crucial para a investigação.
Investigação policial e indiciamento
A Polícia Civil identificou o motorista com base em imagens de monitoramento e no exame do Instituto Médico Legal (IML). O indiciamento por lesão corporal dolosa foi formalizado nesta terça-feira, 20 de janeiro. O delegado Marcelo Gonçalves, do 2º DP de Santos, explicou que o caso agora está nas mãos do Ministério Público, que poderá:
- Oferecer denúncia contra o motorista
- Pedir o arquivamento do inquérito
- Solicitar novas diligências
Thamyres expressou alívio com o andamento do processo, destacando em vídeo enviado à TV Tribuna: “É um pequeno passo, mas é um passo para que as pessoas entendam que não dá para sair desrespeitando o ser humano e agredindo mulher saindo impune”.
Versão da defesa do motorista
A advogada do motorista, Agda Mendes, contestou a narrativa da motociclista. Segundo a defesa, foi Thamyres quem iniciou a discussão e teria se debruçado sobre o carro no momento em que o condutor deixava o local, sem perceber a situação. “Meu cliente jamais segurou o braço dela”, afirmou a advogada, sugerindo que o incidente foi um acidente decorrente da confusão no trânsito.
O caso continua sob investigação, com as autoridades analisando as evidências para determinar a responsabilidade criminal. A violência no trânsito tem sido um tema recorrente em discussões sobre segurança pública, especialmente em cidades movimentadas como Santos.