Motociclista fica em estado grave após colidir com carro estacionado em Rio Branco
O vigilante Eduardo Pinho, de 25 anos, encontra-se em estado grave e intubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco. O acidente ocorreu no domingo (15), quando ele colidiu com um carro estacionado na Avenida Antônio da Rocha Viana, na capital acreana.
Detalhes do acidente e condição do jovem
Segundo relatos de testemunhas, Eduardo trafegava em alta velocidade no sentido Centro-bairro. A batida aconteceu no momento em que ele tentava ultrapassar um caminhão boiadeiro e acabou atingindo a traseira do veículo parado. A colisão resultou em um traumatismo craniano, exigindo uma cirurgia de urgência na cabeça.
Raimunda Nonata, mãe do motociclista, descreveu a situação com angústia em entrevista nesta segunda-feira (16). "Está na UTI, é grave e só teremos notícias às 16h. Ele fez uma cirurgia na cabeça porque deu traumatismo craniano. Entrei ontem [domingo] na UTI para vê-lo e orar por ele. Meu filho todo intubado, mas a médica falou que ele está no melhor lugar e temos que orar e pedir a Deus para ele ficar bom logo", disse ela.
Circunstâncias desconhecidas e trabalho do vigilante
A família ainda não conseguiu esclarecer completamente as circunstâncias que levaram ao acidente. Raimunda mencionou que o filho havia saído na noite anterior, mas retornou para casa. "Acho que alguém ligou para ele e saiu. Não sei quem foi, não consegui acessar o celular dele. Está tudo confuso, são muitas perguntas, não sei o que falar. Não sabemos ao certo o que aconteceu", relatou a mãe.
Eduardo trabalha como vigilante em um condomínio e estava de plantão no domingo do acidente. Por esse motivo, Raimunda acredita que ele não estava sob influência de álcool. "Ele ia trabalhar, falou para mim que estava de plantão e acredito que não estava bebendo. As pessoas não sabem se ele estava bêbado, saíram muitas mentiras e não sabem o que falam", lamentou.
Pedido de ajuda financeira para despesas hospitalares
Com a internação prolongada na UTI, a família enfrenta dificuldades financeiras para cobrir as despesas médicas. Raimunda explicou que está afastada do trabalho em um motel da capital há mais de um ano e não possui renda fixa. "Pediram algumas coisas e não tenho condições para comprar. Alguns amigos ajudaram, compramos algumas coisas. Ele mora comigo e tem uma filha de nove anos. Qualquer ajuda é bem-vinda", complementou.
Uma campanha de arrecadação foi iniciada para adquirir materiais de higiene pessoal e medicamentos solicitados pelo hospital. A situação evidencia os desafios que famílias de vítimas de acidentes de trânsito frequentemente enfrentam, especialmente em casos graves que demandam cuidados intensivos.
O acidente na Avenida Antônio da Rocha Viana reforça a necessidade de atenção às estatísticas de trânsito no Acre, lembrando as vítimas registradas em 2025. A rápida intervenção médica foi crucial, mas a recuperação de Eduardo ainda é incerta, dependendo de evolução clínica e apoio familiar e comunitário.



