Trânsito no Alto Tietê registra queda de 25% nas mortes em fevereiro de 2026
Mortes no trânsito caem 25% no Alto Tietê em fevereiro

Queda significativa nas mortes no trânsito do Alto Tietê em fevereiro

O mês de fevereiro de 2026 trouxe um alento para as estatísticas de trânsito na região do Alto Tietê, em São Paulo. Segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado (Infosiga), o número de mortes registradas caiu 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em fevereiro de 2025, foram contabilizadas 12 vítimas fatais, enquanto em 2026 esse número reduziu para nove óbitos, representando três vidas poupadas.

Redução expressiva entre motociclistas e mudança no perfil

A queda foi impulsionada principalmente pela diminuição nas mortes de motociclistas, que passaram de sete para três casos, uma redução de aproximadamente 57%. No entanto, houve uma diversificação nos meios de transporte envolvidos nos acidentes fatais. Além dos já habituais casos com motos, pedestres e carros, fevereiro de 2026 registrou pela primeira vez no período uma morte envolvendo um ciclista, ampliando o leque de vulneráveis no trânsito.

Distribuição por cidades e características das ocorrências

Mogi das Cruzes, que liderava o ranking negativo em 2025 com seis mortes, apresentou melhora significativa, registrando apenas três casos em 2026. Outras cidades que apareceram no levantamento mais recente foram Guararema, Salesópolis e Santa Isabel, locais que não tinham registros no mesmo mês do ano anterior. Por outro lado, Suzano e Biritiba Mirim deixaram de figurar nas estatísticas de mortes em fevereiro deste ano, enquanto Poá manteve-se sem registros fatais no período.

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Analisando o tipo de ocorrência, os casos de atropelamento caíram de três para dois, uma redução de cerca de 33%. Já os registros de choque e colisão se mantiveram estáveis. Entre as vítimas, os homens continuam sendo a maioria, mas houve uma mudança importante no perfil: em 2025, todas as vítimas eram do sexo masculino, enquanto em 2026 duas mulheres também perderam a vida em acidentes de trânsito.

Análise por tipo de via e categoria de vítima

Outro dado positivo é a queda nas mortes em vias municipais, que passaram de seis para três, representando uma redução de 50%. As rodovias estaduais mantiveram o mesmo número de óbitos, com quatro registros em cada ano. Em 2026, também houve duas mortes em rodovias federais, categoria que não aparecia no levantamento anterior.

Em relação ao tipo de vítima, os condutores seguem sendo a maioria, mas também apresentaram queda: de sete mortes em 2025 para seis em 2026. Já os casos envolvendo passageiros, que não haviam sido registrados no ano anterior, somaram uma morte neste ano, indicando uma dispersão dos riscos entre diferentes categorias de usuários das vias.

Os dados do Infosiga reforçam a importância de campanhas educativas e fiscalização contínua, especialmente considerando a diversificação dos modais envolvidos e a inclusão de novos perfis de vítimas. A redução nas mortes de motociclistas é particularmente significativa, sugerindo que medidas específicas para este grupo podem estar surtindo efeito, embora o aparecimento de ciclista entre as vítimas indique a necessidade de ampliar a proteção a outros usuários vulneráveis.

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