Um adolescente de 14 anos morreu afogado em uma lagoa localizada dentro de uma obra na tarde desta sexta-feira (8), em Parnamirim, na Grande Natal. Outros dois jovens também se afogaram, mas foram resgatados por uma testemunha que passava pelo local. O incidente ocorreu por volta das 12h50 na Rua Júlio Fernandes de Macedo, no bairro Nova Esperança.
Resgate e vítima
O homem que conseguiu salvar dois adolescentes preferiu não se identificar, mas relatou à Inter TV como agiu. Ele contou que estava levando a filha à escola quando um menino correu até ele perguntando se sabia nadar, informando que um jovem já havia afundado e dois estavam se afogando. "Corri, peguei um pela mão, o outro consegui puxar. Ainda pulei para dentro, onde eles disseram que o terceiro afundou, mas não consegui achar. É muito fundo e tem muita lama", disse. O adolescente que morreu foi identificado como Vitor Gabriel Silva de Lima. O corpo foi retirado da água minutos depois e encaminhado ao Instituto Médico Legal para perícia da Polícia Científica.
Falta de segurança
De acordo com o coordenador da Defesa Civil do município, Marco Maroja, a lagoa está dentro de uma construção que pertence a um condomínio da região. A prefeitura realiza um levantamento documental para verificar se a obra era legalizada. Moradores denunciam que, desde o início da construção, há cerca de quatro meses, nenhum tapume ou cerca foi instalado ao redor da lagoa, permitindo que crianças e adolescentes frequentassem o local para banho. O porteiro Luiz Eduardo Nobre da Silva afirmou que a população já havia alertado sobre o perigo. "Começaram essas obras e a empresa não teve cuidado nenhum de fazer pelo menos o tapume, para isso não acontecer. Isso já foi avisado. Temos um grupo em que já tinha sido alertado aos pais, principalmente nessa época de chuva. Infelizmente, aconteceu. Uma vida perdida. E a gente coloca essa vida na conta de quem?", questionou.
Repercussão
O tio de um menino de 12 anos que sobreviveu, o técnico de enfermagem Edmilson de Deus, disse que, segundo vizinhos, é comum crianças e adolescentes brincarem no local. A comunidade espera que medidas de segurança sejam tomadas para evitar novas tragédias. A Defesa Civil e a polícia investigam o caso.



