Filha de capitão da PM é indiciada por acidente fatal que matou técnica em enfermagem em Boa Vista
Filha de capitão da PM indiciada por acidente fatal em Boa Vista

Filha de capitão da PM é indiciada por acidente fatal que matou técnica em enfermagem em Boa Vista

A estudante Amanda Kathryn Monteiro de Souza, de 19 anos, foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pela morte da técnica em enfermagem Patricia Melo da Silva, de 53 anos. O inquérito sobre o acidente foi concluído e enviado à Justiça, marcando um novo capítulo no caso que chocou a capital de Roraima.

Excesso de velocidade foi fator determinante na colisão

A investigação apontou que a caminhonete dirigida pela jovem trafegava a cerca de 95 km/h antes de bater na moto da vítima. O excesso de velocidade foi o fator determinante para a colisão, já que o limite da via é de 60 km/h, segundo a polícia. Esse dado técnico reforça a gravidade da infração cometida pela motorista.

Testemunhas relataram que Amanda admitiu ter bebido antes de dirigir ainda no local do acidente, porém a falta do teste de bafômetro no local impediu a comprovação técnica de embriaguez da jovem. Por conta disso e da falta de perícia imediata, a polícia concluiu que não havia provas suficientes para indiciar a jovem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

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Acidente ocorreu na noite de 4 de fevereiro na avenida Ville Roy

O acidente ocorreu na noite do dia 4 de fevereiro deste ano, na avenida Ville Roy, bairro Aparecida, em Boa Vista. Amanda bateu com a caminhonete S10 na traseira da motocicleta de Patricia. Com o impacto, a técnica em enfermagem sofreu traumatismo craniano grave, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu no Hospital Geral de Roraima (HGR) cerca de duas horas depois.

A defesa de Amanda Kathryn informou ao g1 que ainda não recebeu nenhuma informação oficial sobre a indiciação e reforçou que acredita plenamente na inocência da jovem. Amanda Monteiro é filha do capitão da PM Helton John Silva de Souza, fato que tem gerado atenção adicional ao caso, embora as investigações tenham se concentrado nas evidências técnicas e testemunhais.

O caso segue agora nas mãos da Justiça, que deverá analisar as provas apresentadas pela Polícia Civil e decidir sobre o andamento processual. A comunidade local aguarda com expectativa os desdobramentos, enquanto familiares de Patricia buscam justiça pela perda irreparável.

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