Em São Paulo, peritos investigam as causas da explosão de gás que deixou um morto e destruiu dezenas de casas no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista. O vídeo de uma câmera de segurança flagrou o momento da explosão, ocorrida na segunda-feira (11). Nesta terça-feira (12), moradores avaliavam os estragos causados pela forte detonação.
Moradores contam os prejuízos
O motorista Cláudio de Sousa Lima encontrou sua residência parcialmente destruída. Na cozinha, vidros estilhaçados e objetos espalhados. “Quebrou essa janela, quebrou essa da lavanderia, quebrou lá em cima no quarto”, relatou Cláudio, visivelmente abalado com a perda de seus pertences.
Vítima fatal e feridos
Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, morreu no local. Segundo vizinhos, ele morava exatamente onde há a maior concentração de entulho, no centro da explosão, onde toda a estrutura desabou. Três pessoas ainda estão internadas, com ferimentos de gravidade variada.
Perícia e vistorias
A perícia técnica avalia o impacto da explosão e a destruição das casas. Ao todo, 105 imóveis foram vistoriados nesta terça-feira (12) por equipes da Defesa Civil e das concessionárias envolvidas. O trabalho busca dimensionar os danos e orientar as famílias desabrigadas.
Obra de água atingiu rede de gás
As concessionárias de água e de gás, Sabesp e Comgás, informaram que realizavam uma obra para remanejar a tubulação de água quando a rede de gás foi atingida acidentalmente. “Atendemos todos os protocolos pré-estabelecidos, existe um manual vigente para isso”, afirmou Samantha Souza, diretora de Relacionamento Institucional da Sabesp.
Bruno Dalcomo, diretor Institucional e Regulatório da Comgás, complementou: “A Sabesp e a Comgás estavam juntas e verificaram um dano e um vazamento. Esses são pontos que precisam ser analisados por uma equipe habilitada tecnicamente”. As causas exatas ainda são investigadas.
Auxílio emergencial ampliado
Após reclamações de moradores, Comgás e Sabesp aumentaram o valor da ajuda emergencial de R$ 2 mil para R$ 5 mil por família, no total. “Minha preocupação agora, nesse momento, é mais com as pessoas que não têm onde morar”, desabafou uma moradora, evidenciando a situação de vulnerabilidade das vítimas.



