O ex-secretário de obras de Campo Grande, Rudi Fiorese, foi preso durante a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação apura fraudes em contratos de manutenção de vias pavimentadas entre os anos de 2018 e 2025. O prejuízo estimado chega a R$ 113 milhões.
Nomeação de substituto
O Diário Oficial do Estado publicou, nessa quinta-feira (14), a nomeação de Gil Márcio Franco como diretor-presidente interino e coordenador de despesas da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), em Mato Grosso do Sul. Gil Márcio Franco já atuava como assessor especial na Agesul e tem experiência como gerente de rodovias. Ele assume o cargo imediatamente para evitar a paralisação de obras após a exoneração de Rudi Fiorese.
Detalhes da operação
De acordo com o Ministério Público, o grupo suspeito teria fraudado medições para receber pagamentos por serviços que não teriam sido executados. Sete pessoas foram presas na operação por suspeita de participação no esquema:
- Rudi Fiorese, ex-diretor da Agesul e ex-secretário de obras de Campo Grande
- Edvaldo Aquino, coordenador das ações de tapa-buracos na cidade
- Antonio Bittencourt, dono da Construtora Rial LTDA
- Mehdi Talayeh, engenheiro da Sisep
- Erick Antônio Valadão de Paula, servidor da Sisep
- Fernando de Souza Oliveira, servidor licenciado da Sisep
- Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam R$ 429 mil em dinheiro vivo. Segundo o MPMS, parte dos investigados já havia sido alvo da Operação Cascalhos de Areia, realizada em 2023, que apurava supostos desvios de R$ 300 milhões em contratos ligados a máquinas e manutenção de vias não pavimentadas.



