O corpo de uma das vítimas do acidente com um monomotor em Belo Horizonte foi enterrado nesta terça-feira (5). Durante a tarde, um guindaste removeu os destroços da aeronave, que colidiu contra um prédio residencial. Várias partes do avião estavam no terceiro andar do edifício, exatamente no local do impacto. Pertences das vítimas ainda permaneciam espalhados pelo local.
Remoção dos destroços e retorno dos moradores
Equipes da Polícia Civil e do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) acompanharam os trabalhos de remoção. Após a retirada dos destroços, a Defesa Civil autorizou o retorno dos moradores. O prédio possui nove apartamentos, mas dois deles, no terceiro andar, ao lado da área atingida, continuam isolados até a retirada completa dos escombros e a recuperação dos imóveis. Um desses apartamentos pertence a Fausto Avelar, síndico do condomínio. A colisão destruiu partes da cozinha e da sala.
“O retorno para casa é uma necessidade e um desejo de todos. Então, acho que fica mais o sentimento de fé, por não ter nenhuma vítima fatal moradora”, afirmou Fausto Avelar.
Investigações em andamento
A Polícia Civil já intimou testemunhas para depor, analisará as imagens do voo e auxiliará o Cenipa na pesagem das bagagens e dos ocupantes. “Uma das linhas de abordagem de verificação do Cenipa é a questão provável do peso, de excesso de peso. E é isso que eles estão verificando. Por isso que a Polícia Civil concedeu a balança”, explicou a delegada Andréa Pochmann.
Detalhes do voo e do acidente
O monomotor partiu de Teófilo Otoni, no leste de Minas Gerais. Imagens mostram a decolagem na segunda-feira (4) pela manhã. Por volta do meio-dia, a aeronave pousou no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. Às 12h16, o avião decolou novamente com cinco pessoas a bordo, com destino a Campo de Marte, em São Paulo. A equipe do Globocop sobrevoava a região e começou a gravar o avião logo após a decolagem. O piloto do Globocop, Matheus Scaldini, afirmou que o monomotor subia com dificuldade, o que chamou atenção, e que realizava manobras incomuns e arriscadas entre os prédios. Em determinado momento, é possível ver o avião voando mais baixo, fazendo uma curva, perdendo altitude e colidindo contra o prédio.
Vítimas fatais e feridos
O piloto Wellington Oliveira, de 34 anos, morreu na hora. O enterro será em Munhoz de Mello, no Paraná. A irmã dele contou que viu o acidente na TV e ligou para Wellington. “Meu esposo falou: ‘Nossa, esse piloto foi muito bom’, porque percebemos que ele desviou de uns prédios. A gente elogiou o piloto. Passou um tempo e descobri que o piloto era o meu irmão”, relatou Keli Pereira.
Fernando Souto, de 36 anos, também morreu na hora. O corpo foi velado nesta terça-feira (5) em Jequitinhonha, interior de Minas Gerais. O pai é o prefeito da cidade. “Um filho carinhoso, muito humano, com um conceito profundo de família, que andava, caminhava e fazia tudo muito próximo de nós”, declarou Nilo Souto.
O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, chegou a ser levado ao hospital, mas não resistiu. O corpo será enterrado nesta quarta-feira (6) em Teófilo Otoni. Arthur Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Almeida, de 53 anos, permanecem internados em Belo Horizonte. O estado deles é estável, conforme o último boletim divulgado pelo hospital.



